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Emmanuel Macron destaca os Açores e a RAMPA como exemplo de áreas marinhas protegidas

No evento SOS Ocean, realizado nos dias 30 e 31 de Março em Paris, organizado pela República Francesa e pela Fundação Oceano Azul, o Presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou a criação de novas áreas marinhas protegidas, com destaque para a importância do exemplo dos Açores e da sua Rede de Áreas Marinhas Protegidas (RAMPA).
No seu discurso de encerramento, Macron reafirmou o compromisso da França com a preservação dos oceanos, destacando a necessidade de aumentar a protecção das zonas económicas exclusivas e intensificar os esforços para mitigar os impactos das actividades humanas no meio ambiente marinho.
“Estamos a pedir aos países que anunciem novas áreas marinhas protegidas em Nice. Vamos estabelecer a meta de alcançar 12% de protecção para as nossas zonas económicas exclusivas, ou até 15% até a UNOC. A França fará a sua parte, começando pela criação de novas áreas marinhas protegidas. Vamos lembrar que a França já tem duas áreas marinhas protegidas entre as 10 maiores áreas marinhas do mundo. Vimos, com a Fundação, há algumas semanas, as fantásticas áreas criadas nos Açores, e vamos, portanto, continuar esta mobilização”, afirmou o Presidente francês.
Macron sublinhou que a criação de áreas marinhas protegidas tem benefícios significativos para a biodiversidade e para a economia global. “Estas áreas são frequentemente o berço da vida marinha e oferecem benefícios óbvios. Elas permitem o reabastecimento das populações de peixes e constituem barreiras naturais contra a subida do nível do mar”, destacou. O Presidente francês também enfatizou o papel crucial dos oceanos no sequestro de carbono, reforçando que “os oceanos são, recordo-vos, o maior sumidouro de carbono do mundo”, o que torna ainda mais urgente a protecção dessas zonas.
Além disso, Macron garantiu que a França vai continuar a reforçar a protecção das suas áreas marinhas existentes. “Vamos também aumentar o nível de protecção de algumas das nossas áreas marinhas já protegidas, para regular de forma mais eficaz certas actividades humanas, como o transporte marítimo, a pesca e a poluição terrestre, que têm um impacto significativo na biodiversidade marinha”, acrescentou.

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