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Editorial

É importante regressar à memória para cuidar do futuro

1 – O Mundo esquece-se rapidamente das conjunturas que subitamente conduzem à destruição de vidas com impacto nas várias gerações que se sucedem, assim como para a sociedade, em geral. Por isso, não podemos ficar agarrados apenas ao que nos oferecem nas redes sociais, nas plataformas ou nas convenções, que nos levam a ocupar muito tempo e esquecendo que o mundo e a sociedade em geral, não se pode circunscrever ao momento do que se vê e do que se ouve, porque o perigo é silencioso e matreiro, tal como aconteceu no dia 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos da América.
2 – É preciso não esquecer os perigos que andam connosco lado a lado todos os dias, e, por isso, entendi lembrar a grande mudança que se deu no mundo, depois do ataque terrorista que aconteceu nos Estados Unidos da América há 24 anos e que impôs novas regras entre vários países, mudando as relações que existiam antes e abrindo portas para a guerra em várias frentes visando “limpar os terroristas” que se têm perpetuado, desde que em Agosto de 1988 Osama bin Laden fundou a organização fundamentalista Islâmica, que apesar do fundador ter sido assassinado, hoje as guerras mantêm-se e vão matando, sem dó nem piedade, mesmo depois das alterações que têm existido desde o 11 de Setembro, quanto à forma e ao conteúdo do relacionamento entre continentes.
3 – Apesar das alterações e das regras feitas por inúmeros países, em nome da Paz, a verdade é que tais regras são difíceis de aplicar nos países expostos à cobiça e que continuam marcados pela destruição provocada pelas lutas internas e pelas guerras externas que continuam a destruir e a matar sem fim à vista. 24 anos depois do 11 de Setembro de 2001, os países fortes têm sempre meios para “se defenderem e para atacarem”, mas a maioria não tem esse poder, o que leva à desgraça como a que acontece há anos na Ucrânia e no verdadeiro genocídio que lavra na Palestina.
4 – Quanto à Ucrânia, numa reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, os Estados Unidos avisaram esta Sexta-feira passada que defenderão “cada centímetro do território da NATO”, respondendo assim à intrusão de drones russos no espaço aéreo polaco, um incidente que mostra um “imenso desrespeito pelos esforços” diplomáticos de Washington.
5 – A embaixadora norte-americana nas Nações Unidas, Dorothy Shea, declarou que a “violação intencional, ou não, do espaço aéreo de um aliado norte-americano, “demonstra um imenso desrespeito pelos esforços de boa-fé dos EUA para pôr fim a este conflito”.
6 – Não se deve esquecer que à vinte e quatro anos, no dia 11 de Setembro de 2001, quatro aviões americanos estavam prontos para arrancar depois de terem o combustível necessário para chegar aos destinos, na Costa Oeste, quando 19 homens tidos como passageiros distribuíram-se nos quatro aviões, que tinham destinos diferentes. Já em pleno voo e depois de se terem dividido por cada um dos aviões, que iriam nas suas direcções… em pleno voo intencionalmente direccionaram o rumo dos aviões para Nova Iorque já com o intuito de abalroarem o avião contra as Torres Gémeas situadas no complexo empresarial do Word Trade Center… matando os passageiros que iam a bordo, assim como um número avultado de pessoas que trabalhavam nos vários edifícios. Horas depois, ambos os prédios desmoronaram-se e duas horas depois dos impactos foram destruídos edifícios vizinhos causando outros elevadíssimos danos.
7 – Cerca de três mil pessoas morreram durante os ataques, incluindo os 227 civis e os 19 sequestradores que estavam a bordo dos aviões. A esmagadora maioria das vítimas eram civis, incluindo cidadãos de mais de 70 países. No World Trade Center morreram cinco portugueses que lá trabalhavam. Algumas bolsas de valores ficaram fechadas e registaram enormes prejuízos ao reabrir, especialmente nas indústrias aéreas e de seguros. O desaparecimento de biliões de dólares em escritórios destruídos pelos ataques causaram avultados danos à economia em Nova Iorque e sobretudo à economia dos EUA…

Américo Natalino Viveiros

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