- As eleições Autárquicas estão já a caminho do dia 12 de Outubro e os candidatos desdobram-se apresentando aos eleitores das freguesias e dos concelhos os projectos que consideram importantes para serem executados no próximo quadriénio. Desde logo há três grandes eixos que são comuns a (quase) todas as autarquias, começando pelas políticas de habitação, pela falta de mobilidade dentro das freguesias, das vilas e cidades, devido ao crescimento inesperado do tráfego e sem que os diversos concelhos tenham tido capacidade para criarem espaços capazes de acolher convenientemente as pessoas, assim como os meios de transporte que circulam de dia e de noite e enchem todos os espaços que vão encontrando disponíveis.
- Os novos autarcas vão precisar de ter meios financeiros capazes para responderem às necessidades e aos constrangimentos que existem acumulados nesses quatro anos e que não tiveram possibilidade de resolver porque o dinheiro também é caro. Será urgente tomar medidas para garantir a necessária mobilidade das pessoas. Não será fácil responder a todas as necessidades, mas é preciso arrolar os imóveis que estão desabitados, dialogar com os donos e levá-los a aplicá-los para novas habitações. Isto é, tornar o velho em coisa nova, respondendo assim às necessidades que são públicas, sem esquecer que para o efeito são precisas novas regras e, nesses casos, os Deputados Regionais devem ser os primeiros a ouvir as pessoas e a delinearem as medidas que forem precisas.
- Passando das eleições autárquicas para as próximas que ainda vêm longe, embora os candidatos à Presidência da República já se mostram sobretudo pelas televisões, e temos de estar atentos ao que vão dizendo, certamente para começarem a ganhar visibilidade… Convém saber o qual é o Programa que cada um pretende ter para com as Autonomias dos Açores e da Madeira, para reforçar o relacionamento entre o poder central e regional. 4- Marques Mendes esteve na ilha Terceira e deixou uma promessa de que se for eleito fará reuniões trimestrais com os presidentes dos Governos Regionais para reforçar o relacionamento entre o poder central e regional.
5-A sua proposta parece importante e resolve duas questões que têm ficado por tratar ao longo dos anos, tendo em determinada altura sido colocada a eliminação do cargo do Representante da República, que ao longo dos anos perdeu importância, e é chegada a hora de ser reconhecida às Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira a maturidade suficiente para determinar que a relação entre a República e as Regiões Autónomas seja feita directamente entre os Presidentes dos Governos Regionais e o Presidente da República, tal como parece ser a propostas do candidato Marques Mendes, ficando o Presidente da República com a ligação directa com os Presidentes das Regiões Autónomas.
6-Marques Mendes diz ainda que é tempo de actualizar o conceito de Autonomia Regional. Vamos aguardar o que dirão os demais candidatos ao cargo, se souberem o que são as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.
7-O Presidente do Governo José Manuel Bolieiro durante a semana passada reuniu com as forças políticas da Região para com cada uma apresentar a proposta de Plano e Orçamento Regional para 2026, mostrando o desafio que a Região tem quanto à execução do Plano de Recuperação e Resiliência, cujo prazo vai até 31 de Agosto de 2026, ao que se junta ainda a agenda 20-30. A forma como decorreu o diálogo entre o Presidente do Governo e o Secretário Regional das Finanças, com todos os partidos políticos mostrou para já a maturidade que é desejada entre os vários partidos políticos, e que na conjuntura internacional em que estamos mergulhados foi um diálogo importante e que se imponha nas presentes circunstâncias. Vamos esperar que esse diálogo se prorrogue por muito tempo porque ele é fundamental entre os partidos e é indispensável para que os eleitores possam também aproximar-se das forças partidárias, das quais têm estado deveras arredados.
Américo Natalino Viveiros