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Bispo de Angra esclarece papel dos vários ´actores` da Igreja diocesana a partir da Carta Pastoral

A Carta pastoral “Baptizados na Esperança” divulgada na Quinta-feira destaca o papel das estruturas diocesanas que, em conjunto, procuram dar corpo ao dinamismo sinodal que marcará a vida da Igreja insular até 2034.
O bispo de Angra salienta que “a comunhão, a participação e a missão não são apenas conceitos, mas caminhos concretos que a Diocese está a percorrer”.
Entre os organismos em destaque está o Serviço de Coordenação da Pastoral Diocesana, responsável por acompanhar e articular a execução das propostas já delineadas.
“É fundamental que todas as iniciativas tenham lugar dentro de um calendário comum, para que o trabalho seja realmente de todos e para todos”, lê-se no documento.
Já o Serviço de Coordenação da Formação Diocesana terá, sobretudo neste primeiro triénio, a missão de organizar programas de formação para o clero, os leigos e as escolas de ouvidoria.
“Queremos proporcionar a cada comunidade momentos de crescimento espiritual e cultural, sempre em ligação com o Instituto Católico de Cultura e o Seminário Episcopal de Angra”, refere a carta apontando já para a criação de uma Escola Diocesana de Formação que terá uma diversidade de ofertas formativas seja na preparação de leigos com conhecimentos básicos de teologia seja na preparação para os ministérios laicais.
O Instituto Católico de Cultura, reactivado em 2017 e focado no diálogo entre a Cultura e a Fé, sem esquecer o papel central que desempenhou na ajuda à implementação das Escolas Cristãs de Ouvidoria e na criação de um Centro de Ensino à distância, por outro lado, assumirá uma função acrescida com o desenvolvimento do projeto DIO 500, iniciativa que revisita meio milénio de história religiosa nos Açores. O instituto será igualmente chamado a fomentar um diálogo mais aberto da Igreja com a sociedade.
“É tempo de encontrar novas linguagens para que a mensagem cristã seja compreendida no mundo de hoje”, pode ler-se no texto da Carta Pastoral “Baptizados na Esperança”.
O Seminário Episcopal de Angra, apesar da mudança dos seminaristas para o Porto, não ficará de fora. A instituição continuará a ser “um farol cultural e educativo para a Diocese”, reforçando a colaboração em iniciativas de formação e de promoção da cultura cristã.
Por sua vez, a Equipa Sinodal terá a responsabilidade de implementar as orientações vindas de Roma no caminho rumo à Assembleia Eclesial de 2028. A missão passa por “fomentar a corresponsabilidade e garantir que a comunhão, a participação e a missão se tornam o método de ação pastoral no contexto açoriano”.
Este Domingo, feriado nacional que assinala o Dia da Implantação da República, o prelado diocesano presidirá á abertura do ano pastoral em Santa maria, a primeira ilha a ser descoberta e, por isso, escolhida simbolicamente para iniciar esta nova etapa da Igreja diocesana. A cerimónia de abertura terá lugar na Biblioteca Municipal de Vila do Porto, às 16h00, seguindo-se depois a celebração da Eucaristia, às 18h00, na Igreja Matriz de Vila do porto, igreja jubilar da ilha. Na ocasião será lançado o caderno operativo deste primeiro ano do triénio, sob o lema “Cristão, que dizes de ti mesmo”.

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