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Arquipélago promove a “Escola dos Labirintos” dos OSSO Colectivo

O Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas apresenta duas sessões para famílias da Escola dos Labirintos (às 11h00 e às 15h00). A entrada é livre.
A Escola dos Labirintos é um projecto de OSSO colectivo iniciado em 2021, dedicado a crianças entre os 6 e os 10 anos, para o qual diferentes constelações de artistas são convidados a co-criarem um conjunto de dispositivos performativos de carácter oficinal, que serão activados pelos artistas criadores em conjunto com as crianças-participantes. Este formato eminentemente colectivo e híbrido na sua tipologia de oficina-instalação-performance, propõe processos de aprendizagem participativa e experimental onde as crianças são convidadas a, colectivamente, experimentar e transformar o espaço e dispositivos de apresentação. Neste âmbito, e em pequenos grupos, os participantes terão a oportunidade de experimentar um conjunto de actividades onde a música, o desenho, a escultura, a poesia, o som, o vídeo ou a arquitectura se articulam em jogos e dispositivos híbridos de criação e fruição colectiva. Apelando à imaginação das crianças através de um contacto criativo com as especificidades do contexto envolvente, sempre mediado pela subjetividade e sensibilidade de cada artista, esta é uma escola feita de labirintos onde todos serão convidados a, mais do que procurar uma saída, experimentar o prazer da deriva alimentada pela curiosidade e deslumbramento.
A OSSO é um colectivo que inclui artistas e investigadores de diferentes áreas (música e artes sonoras, artes plásticas, fotografia, dança, performance, design, arquitectura e cinema). Desde 2012, tem vindo a desenvolver a sua actividade em torno do apoio à criação, investigação, programação e formação, predominantemente transdisciplinar, em colaboração com outros artistas e colectivos, suportada por parcerias públicas e privadas. Os seus projectos procuram explorar práticas artísticas em articulação com um pensamento crítico, estético e político que contemple a especificidade dos contextos e territórios nos quais se inserem. Depois de ter estado na Fundição de Oeiras (2012-15) e na sede da Trienal de Arquitectura de Lisboa (2016-17), em 2018 a OSSO mudou-se para um novo espaço na aldeia de São Gregório Caldas da Rainha, onde tem vindo a desenvolver um programa de Residências Artísticas, compreendendo o acolhimento de artistas associados da OSSO e outros convidados. Este programa é o centro de um conjunto de actividades nas áreas da criação, formação, programação e investigação artística em articulação com parceiros locais, nacionais e internacionais, sempre atento à comunidade rural onde se insere. A OSSO pretende deste modo ser um ponto de encontro entre artistas, dialogando activamente com a comunidade local, perspectivando sempre a continuada construção e manutenção de um lugar onde os processos de criação artística são as fundações de um projecto social, político e ecológico de raiz comunitária.
Isto não é um cubo é um projeto desenvolvido em coprogramação pela Pó de Vir a Ser (Évora), pela Culturgest (Lisboa) e Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas (São Miguel) . As estruturas artísticas convidadas são OSSO, Space Transcribers e Teatro do Frio. O projeto é apoiado pela República Portuguesa – Cultura / DGArtes Direcção Geral das Artes no âmbito da RPAC – Rede Portuguesa de Arte Contemporânea.

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