O movimento Hamas libertou vinte reféns israelitas ainda com vida no âmbito de um acordo de troca e cessar-fogo em Gaza, segundo divulgou a “Euronews”. No total, espera-se a libertação de 48 prisioneiros detidos pelo grupo, enquanto Israel se compromete a libertar cerca de 1.900 prisioneiros palestinianos.
Na manhã de ontem, sete desses reféns foram entregues à Cruz Vermelha e transportados para Israel. Entre eles estão os cidadãos israelitas Matan Angrest, os irmãos Gali e Ziv Berman, Alon Ohel, Eitan Mor, Guy Gilboa-Dalal e Omri Miran, conforme confirmado pelas Forças de Defesa de Israel (FDI). Esses indivíduos “já atravessaram a fronteira para o Estado de Israel” e dirigem-se ao ponto de acolhimento inicial no sul do país, onde serão reencontrados com as famílias.
Não há registo de lusodescendentes entre os libertados. Contudo, sabe-se que seis reféns com nacionalidade portuguesa permanecem detidos, sendo que três ainda se encontram vivos.
O acordo estipula que os restantes 20 reféns israelitas em Gaza sejam libertados , em troca de mais de 1.900 prisioneiros palestinianos. Entre estes, estima-se que cerca de 250 cumpram penas perpétuas ou longas nas prisões israelitas, e que 1.700 foram detidos na Faixa de Gaza durante o conflito.
A libertação dos reféns foi celebrada em Israel com cenas de grande comoção. Relatos de famílias emocionadas inundaram os media à medida que os entes queridos regressavam a casa.
A “Euronews” salienta que as televisões israelitas dedicaram transmissões especiais à espera do momento da libertação. Em Telavive, multidões reuniram-se junto a um grande ecrã na Praça dos Reféns durante a madrugada, acompanhando de perto o desenrolar dos acontecimentos.
Em Gaza, a expectativa mantém-se relativamente à entrada de uma nova vaga de ajuda humanitária da ONU no enclave, onde centenas de milhares de civis ficaram desalojados após a ofensiva militar israelita de dois anos.
O Comité Internacional da Cruz Vermelha confirmou que iniciou uma “operação multifásica” para supervisionar a libertação dos reféns israelitas e dos prisioneiros palestinianos. Este mecanismo é central para garantir que o processo decorra de forma segura e ordenada.
A troca simbólica de prisioneiros representa um avanço considerável no acordo de cessar-fogo pactuado após mais de dois anos de hostilidades. A libertação de reféns é vista como um gesto de boa vontade que poderá ajudar a consolidar a trégua e abrir espaço para negociações mais amplas.
Trump saúda “novo começo”
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, saudou a libertação dos reféns como um “novo começo”, reforçando o seu desejo de apoiar um processo de paz entre Israel e o Hamas. Segundo informa a “Euronews”, Trump afirmou que o acontecimento representa uma “oportunidade única” para avançar negociações e aliviar o sofrimento humano na região.
Ao destacar o gesto do Hamas, Trump assinalou que espera que este momento traduza-se em avanços concretos para as populações afectadas e no fortalecimento de um cessar-fogo permanente.
