O Sport Clube Praiense é uma das dez equipas concorrentes ao Campeonato de Futebol dos Açores (CFA). Estranhou-se não ter iniciado a preparação em tempo útil para participar na Taça da Associação de Futebol de Angra do Heroísmo, começada a 4 de Outubro. Trata-se de uma torneio obrigatória por constar do ponto 10.10 do artigo 10.º do regulamento de provas: “as provas indicadas no ponto 10.04 são de participação obrigatória relativamente aos clubes para elas classificados.”
A falta de planeamento atempado e adequado foi a causa para o treinador Nuno Janeiro ter abandonado o clube.
Esta semana o jornal Diário Insular difundiu a notícia de que o plantel ainda não está totalmente fechado, não possui equipa técnica, não sendo apontada uma data para o início da preparação. O CFA arranca a 16 de Novembro e o estádio da cidade da Praia da Vitória está sem movimento!
Os 9 jogadores da ilha Terceira comprometidos com o clube e os que vão surgir de fora para completar o grupo estarão meio ano sem competir.
O presidente da SAD do SC Praiense confirmou a presença no campeonato regional, justificando o significativo atraso de dois meses com situações difíceis de ultrapassar.
Quando se pretende que a competição regional seja a prova rainha do futebol açoriano e surgem situações como a do SC Praiense, começa-se a dar razão aqueles que duvidem deste campeonato.
O SC Praiense é o reflexo das dificuldades financeiras de alguns clubes apurados. Só que o Desportivo de Rabo de Peixe, o Operário e o Desportivo de São Roque organizaram-se atempadamente com os recursos possíveis e estão há dois meses a treinar e a competir.
LOURENÇO FERNANDES E HENRIQUE AMEN PROVARAM COMO FUNCIONAM as estruturas de clubes organizados, onde as regras são apertadas.
A história foi revelada por Lourenço (na foto) à página do facebook “Bola na Ilha”, uma lufada de ar fresco na divulgação do futebol regional da ilha de São Miguel.
O jovem, de 15 anos de idade, contou que no primeiro jogo pelo Vitória SC, de Guimarães, ele o colega Henrique Amen, ambos transferidos no verão de 2024 do CF Pauleta, dormiram para além da hora da concentração porque o despertador não tocou.
Acordaram com o coordenador da equipa a bater à porta da residência do clube porque já estavam atrasados meia hora. A consequência foi uma multa de 25€ para cada e em vez da titularidade prevista, jogaram somente os 20 minutos finais.
São estas regras nos clubes e nas equipas visando a formação de jogadores preparados para os importantes desafios em campo e na vida. Regras que fazem a diferença e contam decisivamente para a evolução, independentemente de ser em Guimarães ou em Ponta Delgada.
Se acontece situação semelhante de atraso numa equipa local com algum jogador preponderante, em 95% dos casos joga de início após a prevaricação.
APELO AOS ÁRBITROS DA AFPD para não demorarem dias demais a preencherem as fichas dos jogos no sítio do organismo na internet.
Há uns dez anos foram disponibilizadas pela Federação Portuguesa de Futebol para todas as competições que organiza, assim como as das Associações filiadas, páginas a serem preenchidas pelos árbitros dos jogos que dirigem contendo as constituições das equipas, os elementos que estão no banco de suplentes, as substituições dos atletas com os respectivos minutos, os tempos e os autores dos golos e a disciplina. Uma ferramenta que ajuda todos os intervenientes a ficarem a par do que se passou nos jogos.
Também para quem nas páginas da internet e do Facebook acompanha e divulga o futebol de ilha e regional, tal como nos jornais, e na impossibilidade de estarem em todos os campos, é uma ajuda crucial.
Só que da parte de alguns árbitros, com maior incidência nos da AFPD (Associação de Futebol de Ponta Delgada), demoram por vezes 72 horas a colocarem os dados.
Compreendo que em cada fim de semana e mesmo durante a semana os árbitros têm muitos jogos para arbitrarem. No entanto, 48 e 72 horas após um jogo e sem a ficha estar preenchida, é excessivo.
Os árbitros que estão nas provas nacionais federativas têm 24 horas para porem todos os dados. Sei que é diferente porque podem ter o máximo de dois jogos por fim de semana.
No entanto deixo este apelo.
O SÓCIO NÚMERO 1 DO SANTA CLARA, JAIME DOMINGUES, entregou o troféu a Mateus Araújo (MT), eleito o jogador do mês de Setembro.
Uma iniciativa nobre dos departamentos de marketing e de comunicação da SAD, dando ênfase a quem contribuiu ao longo de muitos anos para que a instituição atingisse o vigor de hoje, saindo incólume de algumas tempestades, graças à chegada, há três anos, do grupo de investidores.
Joaquim Domingues é desde o falecimento de Artur Pedro Cabral o associado número 1.
A DESISTÊNCIA DE ATLETAS NA PATINAGEM ARTÍSTICA segue o padrão de outras modalidades colectivas e individuais.
Nos escalões de iniciação surgem às dezenas, mas consoante a progressão na idade deixam de competir, reduzindo o leque de participantes.
Tenho notado a tendência há alguns anos. Não é de agora nem de há pouco tempo.
No entanto, o torneio regional de benjamins contou somente três patinadoras. Sendo uma categoria de base, esperar-se-ia mais.
No campeonato de São Miguel, sendo a única ilha com prática oficial da patinagem artística, estiveram em Ponta Garça 50 patinadores de seis clubes. Aqui foi evidente como as desistências acontecem. Foram 17 as patinadoras infantis, 10 as cadetes, mas quando se chegou às juvenis apenas duas, às juniores três e às seniores duas.
No género masculino somente quatro patinadores, divididos pelos benjamins e pelos iniciados.
Quando nas diversas modalidades os números forem mais dramáticos, por que caminha-se para isso, talvez se pense em estudar a forma como estancar as perdas. É certo que de 120 patinadoras não permanecem todas, mas só duas seniores dá que pensar. A patinagem artística não é a única com o desaparecimento prematuro!
FERNANDO MORGADO (NA FOTO) FALECEU, AOS 59 ANOS DE IDADE. Mais uma morte precoce, de uma pessoa com quem lidei nas reportagens dos ralis na ilha de São Miguel.
Sempre solicito, ajudou-me em alguns momentos na obtenção de informações indispensáveis ao trabalho jornalístico. Era detentor de vasto conhecimento da área que esteve envolvido durante vários anos. Recordo a simpatia e a delicadeza.
Fernando Jorge Ferreira Morgado colaborou com o Grupo Desportivo Comercial na função de Comissário Técnico.
Como salientou a direcção presidida por Luís Pimentel, “demonstrou uma enorme entrega a esta casa (GD Comercial), movido pela sua paixão pelo desporto motorizado e pelos ralis em particular”.
Nestes últimos dias e semanas tenho sido confrontado com as sempre tristes notícias de mortes de pessoas conhecidas e ligadas ao desporto da ilha de São Miguel.
Foi a de Pedro Pereira, aos 49 anos de idade, director do Clube União Micaelense, sendo o criador da secção de ténis de praia da colectividade de Ponta Delgada.
A seguir foi Tomás Vultão, aos 38 anos de idade, que passou como atleta e dirigente do CD Santa Bárbara, Associação Norte Crescente e GD Fenais da Luz.
Esta semana tive conhecimento da morte de Pedro Pavão Tavares, aos 50 anos de idade, que emprestou a colaboração ao Sporting Ideal, ao Benfica Águia e ao Marítimo SC.
Que se passa nestas ilhas com mortes frequentes de gente nova?
INTERRUPÇÃO POR DOIS DOMINGOS desta página de Opinião introduzindo notícias comentadas por que vou estar ausente num país estrangeiro com acentuada diferença horária.
Este é o artigo 113 da segunda edição da página Opinião, agora numa versão diferente da anterior, interrompida a 1 de Setembro de 2019. O último artigo intitulava-se “Até um dia”.
O dia do regresso foi a 29 de Outubro de 2023, praticamente há dois anos.
Ininterruptamente aos domingos tenho apresentado a opinião de quem está inteiramente ligado ao desporto dos Açores há 53 anos.
Conto estar de volta a 9 de Novembro. Haja saúde!
José Silva
