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Escolas devem ter mecanismos para facilitar vida aos atletas

Articulação entre as actividades lectivas e a prática do desporto de alto rendimento foi abordada em Ponta Delgada.

O Secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias propôs, em Ponta Delgada, a aplicação nos Açores da Unidade de Apoio ao Alto Rendimento na Escola (UAARE), que permite a articulação entre as actividades lectivas e a prática desportiva.
No âmbito de uma reunião que decorreu em Ponta Delgada, que juntou os conselhos executivos das escolas da Região, os professores acompanhantes dos atletas e os coordenadores das equipas de monitorização e apoio à educação inclusiva, o Secretário de Estado do Desporto disse que a medida pode ser implementada nos Açores, tal como acontece no restante território nacional.
“A criação das unidades de apoio ao alto rendimento é feita através de uma portaria que se aplica às escolas no continente e é essa articulação que estamos a fazer no sentido de encontrarmos uma resposta para os alunos com um elevado potencial desportivo que estão nos Açores”, disse.
De acordo com o Secretário de Estado do Desporto, a realidade, nesse âmbito, “não pode ser diferente para uma criança que nasça nos Açores para outra que nasça no continente em termos de potencial desportivo, por exemplo em Bragança. Sempre que houver situações críticas temos de as resolver”.
Pedro Dias efectuou uma visita de três dias aos Açores e teve a oportunidade de conhecer diversos clubes, associações, escolas e autarquias.
Nesse âmbito, realçou que vão abrir, em breve, as candidaturas para o novo programa nacional de financiamento de Reabilitação de Infraestruturas Desportivas, sendo disponibilizados 12 milhões de Euros para esse efeito.

Região quer melhorar

Na mesma sessão realizada em Ponta Delgada, a Secretária Regional da Educação, Cultura e Desporto, Sofia Ribeiro disse que se pretende “um melhor acompanhamento das escolas aos alunos atletas, jovens talentos regionais ou de alto rendimento desportivo, para minimizar as situações de conflito entre os estudos e a competição”.
Sofia Ribeiro afirmou que o modelo de educação inclusiva, implementado na Região, integra alunos “que se destacam pela sua excecionalidade”.
Nesse âmbito, afirmou que esse modelo “não se foca apenas nos alunos com dificuldades de aprendizagem, mas para todos aqueles que seja necessário fazer uma adaptação escolar, como é o caso de atletas de alto rendimento, face às exigências dos treinos e dos momentos de competição com largos períodos de ausência das actividades lectivas, inclusivamente do Arquipélago”.
A governante adiantou, ainda, que cada atleta nestas condições especiais tem designado um professor acompanhante que “garante a articulação do conselho de turma, as restantes estruturas escolares e o clube do atleta”, adaptando “horários, currículos, momentos de lecçionação e de avaliação”.

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