A RicFix Solutions surge para criar soluções informáticas para pessoas e empresas, mas é muito mais do
que isso, porque é uma empresa detentora de várias marcas, nomeadamente a MUA e a VitaAzores.
A MUA é um acrónimo de Mobilidade Urbana dos Açores e está na Rua da Mãe de Deus, n.º 50. No local chegamos à fala com o Director Executivo e proprietário da empresa mãe, a RicFix Solutions, que depois é detentora de várias marcas, uma delas, a mais recente é a MUA.
Segundo Ricardo Letras, de 35 anos de idade, que é empresário em nome individual há cerca de três anos, “a MUA surge com o intuito de oferecer à Região soluções de mobilidade para todos, ou seja, nós temos desde motos eléctricas para crianças como para seniores. Oferecemos soluções desde os 600 até aos 15 mil Euros, não só nas motos, porque as motos é uma paixão minha, por isso é que a empresa é, um pouco, o espelho desta realidade. Mas, temos outro tipo de viaturas e veículos, que comercializamos. Aqui, a MUA gosta de ter um toque mais sustentável na parte dos veículos eléctricos. Sustentável, porque na nossa ilha não fazemos assim tantos quilómetros e a verdade é que um veículo eléctrico, seja um automóvel ou uma moto, acaba por ser uma solução excelente. Também existe a hipótese da produção de energia local, com os painéis fotovoltaicos, porque há muitas casas que têm esses painéis e ao carregar a sua viatura em casa é uma poupança enorme, sem falar da quantidade de CO2 que não é libertado. Então, a MUA foca-se muito nas viaturas eléctricas e tudo o que temos aqui na loja, em exposição, são veículos sem motor a combustão”.
A MUA é a loja que mais modelos
tem de motos eléctricas
Mais disse, que quando iniciou o projecto da MUA, há cerca de dois anos, começou com motos eléctricas de maior potência, equivalentes a 125cc ou superiores e rapidamente apercebeu-se, que havia uma lacuna muito grande na ilha, não só na nossa, mas nas outras ilhas também. Neste momento, a MUA é a loja, em São Miguel, que mais modelos tem de motos eléctricas. “Só em marcas representamos sete, mas cada marca costuma ter quatro ou cinco modelos. Ou seja, há muita coisa que não temos na loja, porque também é pequena, porque é um valor avultado para termos em stock, mas costumamos ter um bocadinho de tudo, mas depois temos o resto por encomenda”.
VitaAzores outra marca registada
virada para o turismo
Surge também um outro projecto, a VitaAzores, que nasce de uma marca registada ligada ao turismo, para trazer algo diferente. “Na empresa tudo, interliga-se, porque temos uma componente informática muito forte, que é o meu background, porque sou engenheiro informático e depois gostamos de juntar a mobilidade ao turismo. Estamos a introduzir, aos poucos, algumas viaturas, que são muito características, eléctricas no turismo, dando hipótese ao nosso turista de poder ter opções diferentes, aqui na ilha. A VitaAzores é realmente um produto diferente e foi a nossa tentativa de entrar no mercado do turismo, mas entrar de uma forma premium, ou seja, disponibilizamos um serviço diferente e asseguramos ao cliente uma experiência única, muito autêntica e mais sustentada”.
A VItaAzores está agora numa fase de transição, porque abriu com veículos a combustão, mas está agora a aparecer soluções de buggies eléctricos e de moto-4. Nem de propósito, o nosso entrevistado vai estar, inclusivamente na EICMA, em Milão, considerada a maior e mais importante feira do mundo sobre duas rodas. O evento italiano reúne os fabricantes de todos os continentes para lançar motos, tecnologias e tendências, que moldam o mercado. “Temos andado atrás de algumas marcas, que prometem bastante e a ideia é começar a misturar, nas nossas tours, veículos eléctricos. Já acontece nas duas rodas e já é possível realizar um passeio nas cumeeiras com essas motos, mas ainda não acontece nas quatro rodas e vai acontecer em breve. Gostamos de ser pioneiros e esperamos ser pioneiros nisso”.
“Passeios off-road com experiência gastronómica e na natureza”
“Apesar de tudo, temos usado a marca para perceber como é que o turismo funciona, ou seja, esta é uma forma de perceber quais é que são as dores de uma empresa deste género, quais é que são as necessidades ou os problemas. Aprendemos bastante, já temos alguma expressão no mercado, principalmente no mercado de luxo, porque somos dos poucos, que fazemos passeios de moto-4 e buggies privados, e temos essa solução para determinados clientes ou famílias. Esses passeios incluem soluções únicas, como passeios off-road, uma experiência gastronómica e na natureza. A ideia é sempre oferecer ao cliente uma forma incrível de conhecer a ilha, que eles depois nunca mais vão esquecer”, acrescentou.
Um dos dois representantes
da marca Stark em Portugal
São quatro os colaboradores na empresa, contando com o guias turísticos e segundo Ricardo Letras, o futuro afigura-se risonho. “Quando criei a empresa, a ideia foi sempre escalar, porque está tudo um pouco dependente de mim, seja na parte da mobilidade, da manutenção ou no turismo, mas estou, aos poucos a adicionar pessoas à equipa, de forma permanente, para podermos crescer. A empresa já faz muito, porque em termos de mobilidade e turismo já temos uma expressão considerável, mas a ideia é continuar a trazer produtos diferenciados como as nossas motos de motocross Stark, cuja representação oficial em Portugal só existem em duas lojas, uma em Lisboa e a outra na MUA. Foi uma grande conquista poder representá-las aqui nas ilhas”.
Ricardo Letras é natural de Lisboa e foi na Universidade de Lisboa, que se formou em Engenharia Informática. Já trabalhou em várias áreas, desde os 16 anos de idade, o que lhe permitiu ter uma vasta experiência e saber lidar com vários tipos de clientes, quer seja como cliente final ou empresarial, porque foi também responsável de segurança de alguns projectos muito grandes, entre os quais, o Banco de Portugal ou a Casa da Moeda, ajudando nalguns processos muito específicos.
Marco Sousa
