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Decisão – Em Casa e em Causa Própria!

Na génese da sua constituição mal iriam Pátrias se apenas a táctica circunstancial viesse a sobrepor-se à estratégia maior do seu nascimento!
Assim sendo, Pátrias desde os Estados Unidos da América até a Timor – Leste, nunca teriam existido.
Terão os Açores voltado a serem usados, como várias vezes ocorreu ao longo da sua história, por outros interesses, que não os do seu Povo?
Oportuno sempre sobrevalorizar as raízes da Causa Açoreana que os seus Resistentes continuam a defender!
“Portugal escuta os Açores estão em luta!”
Frase que em Democracia e Liberdade, não nas urnas, mas nas ruas, em uníssono, os Açoreanos entoavam com convicção e coerência!
“Há sempre alguém que resiste, sempre alguém que diz não”. São os Resistentes!
Saliente-se que nunca se ouviu da parte destes resistentes, qualquer palavra de animosidade ou de hostilidade para com Portugal ou os portugueses, antes pelo contrário, sempre ressalvam que o processo tem de ser levado a cabo com Portugal ao lado.
Será que os “negócios”, incluindo os geoestratégicos, não valerão sempre mais que os ideais?
Nos Açores, governantes, comentadores, jornalistas… convergem num ponto, os Açores são importantes e viáveis, não só pelas suas potencialidades endógenas, mas pela sua posição geoestratégica.
Os Açores são todo o mar oceano que o rodeia e o seu espaço, que lhe dá a dimensão dum futuro Estado – Nação.
Apesar da globalização e de integrar o projecto duma Europa Unida, que se pretende continue a fazer parte, mais sentido faz pretender ter uma voz independente e soberana.
Sempre, mas sempre, a lutar por um Amanhã Livre.
A Causa conta com Todos!
Afinal como as formulas dos génios, é capaz de não ser assim tão complicado, o que dá é muito trabalho, perseverança, coerência e consequência.
Com os Açores no coração e, com a Portugalidade como razão, que se saiba ser Nação, onde palavras como liberdade e democracia, não sejam invocadas em vão, e porque não já amanhã?
Pode-se sempre olhar para o exemplo da Pátria Irmã de Timor.
Acontecimentos recentes e a forma como têm “tratado e olhado”, justificam que se reflicta que Açores se quer?
As novas gerações, que aí já estão e as que se seguirem, merecem líderes à altura de arriscar, sonhar, arrojar e acreditar num futuro melhor.
A Causa do Açor espera que, no futuro, os seus representantes, venham a ser eleitos em listas elaboradas pelos partidos Açoreanos, nados e gerados nuns Açores Livres e Democráticos.
Os catalães têm a possibilidade de votar em partidos por eles organizados.
A coerência num Ideal, assim o exige!
Nos Açores essa possibilidade estará ainda vedada?
A semente da Liberdade e da Democracia, essa está lançada.
Os Açoreanos têm de aumentar a sua auto-estima e exercerem uma cidadania activa.
A “Marca Açores” tem de se tornar um desígnio colectivo e não apenas duma elite, como vem acontecendo desde o povoamento.
A educação, o conhecimento crítico, os saberes, devem estar ao alcance de todos.
Urge que os Açoreanos partam do mesmo patamar e em igualdade de oportunidades, mas que no ponto de chegada, todos se sintam dignos, embora desempenhando tarefas diferentes de acordo com os talentos de cada qual.
Sugere-se que, os representantes das diversas forças partidárias, tomem conhecimento dos factores que estiveram na base do sucesso de alguns países, após o respectivo processo de autodeterminação.
Copiar, adaptar e inovar, além duma postura de humildade, é acima de tudo uma atitude de inteligência e de bom senso.
Os Açores são importantes. Não é só retórica. São mesmo.
Foi a globalização e o digital, que permitiu a descoberta deste novo paradigma, daí a urgência dos Açoreanos não se resignarem em serem apenas uma grande autarquia da metrópole centralista.
O projecto de autonomia concedida, já lá vão quase cinco décadas, será que se esgotou?
Sem novas formas inovadoras de organização política quer tenham o modelo de estado federado, de autodeterminação ou independência, os Açores estarão condenados, como a história regista, a mais um “ciclo” com milhares de concidadãos a ficarem para trás.
Se bem que, nestes novos tempos, a milagrosa “carta de chamada” que os retirava da pobreza, é bem capaz de nunca chegar.
Porque, apesar da globalização, do digital e da interdependência ou, talvez por essa circunstância, vale a pena decidir em Casa e em Causa Própria!

Por: António Benjamim

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