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Artur Lima afirma que República vai pagar salários em atraso aos trabalhadores portugueses da Base das Lajes

O Governo da República vai assumir o pagamento dos salários em atraso aos trabalhadores portugueses civis da Base das Lajes, na ilha Terceira. A garantia foi dada pelo Vice-Presidente do Governo Regional dos Açores, Artur Lima, em declarações à “Antena 1/Açores”, após contactos com responsáveis do Governo da República.
“Falei com o Ministro da Defesa, que está em estreita articulação com os Negócios Estrangeiros, e falei também com a senhora Directora-Geral de Política Externa. A garantia que podemos dar aos trabalhadores é que os seus vencimentos vão ser pagos”, afirmou Artur Lima.
De acordo com a “Antena 1/Açores”, Artur Lima explicou que “o Governo da República está a estudar a hipótese de como pagar, porque isso é uma responsabilidade do Estado norte-americano, que depois terá responsabilidades perante o Estado português”.
O governante assegura que “os trabalhadores não ficarão sem o seu ordenado, essa é a garantia que posso dar aos trabalhadores da Base das Lajes”.
Artur Lima reforçou ainda que o executivo regional não permitirá que os trabalhadores fiquem desprotegidos, mesmo que o Governo da República não cumpra as suas obrigações.
“Se o Governo da República não cumprir com aquelas que são as suas obrigações, cá estará o Governo Regional dos Açores para defender os trabalhadores. E se tivermos que pagar os ordenados, o Governo dos Açores não deixará os trabalhadores da Base das Lajes sem o seu justo e devido vencimento”, sublinhou.
No passado dia 16 de Outubro, o ‘Correio dos Açores’ noticiou que o Vice-Presidente do Governo Regional tinha enviado uma carta ao Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, manifestando a profunda preocupação do executivo açoriano com a situação laboral dos trabalhadores portugueses ao serviço das forças norte-americanas na Base das Lajes.
Na missiva, Artur Lima alertava que os funcionários não tinham recebido a remuneração correspondente aos primeiros dias do mês, nem a actualização salarial a que têm direito, classificando a situação como “inédita e inaceitável”, por violar princípios de justiça laboral e colocar em causa a dignidade dos trabalhadores abrangidos pelo acordo bilateral entre Portugal e os Estados Unidos.
JHA

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