Gostos são gostos e ninguém discute isso sequer, “mas um arquitecto é um profissional habituado a informar e aconselhar, mas às vezes a melhor forma de aconselhar poderá ser através de uma maquete ou de um desenho 3D, ou seja, através de qualquer coisa, que as pessoas possam visualizar, porque as pessoas precisam de ver e, muitas das vezes isso também acontece já nos processos de obra. É por isto, que acho que as pessoas devem contratar um arquitecto, não é para teimar com o arquitecto, mas é antes uma parceria com o cliente, por mais complexo, que seja, mas é para o cliente ver o que é o melhor, ou não, para ele.”
Catarina Valadão diz, que “é difícil ser-se arquitecto por ser uma profissão, que exige, sobretudo, muito esforço mental”.
Fotojornalismo, livros editados e…
Como curiosidade refira-se, que durante a licenciatura e o mestrado, Catarina Valadão trabalhou como fotojornalista no “Jornal i” durante algum tempo. No presente, tem uma crónica quinzenal no jornal “Açoriano Oriental”, que é uma coisa, que gosta de fazer.
Na sua profissão, trabalha no momento em muitos projectos de moradias para particulares. “Para executar uma moradia, que não seja muito complexa, o processo criativo pode demorar entre um a três meses, mas depois vem a parte da execução do projecto, que dura mais um ou dois meses, mas dependerá sempre daquilo que o cliente quer. Já a parte das aprovações camarárias até à construção é uma fase mais complexa, ou seja, desde a concepção até à aprovação, este processo envolve diversas etapas”, releva.
Ainda fora da arquitectura, Catarina Valadão escreve e já tem vários livros publicados, entre eles, “Palavras Revertidas”, “A Imagem das Poesias” ou “Mulheres Poetas”. Fotografa muito, que é uma área que gosta, mas também faz desporto, vai ao cinema e ouve música, ou seja, “tudo aquilo, que tiver um bocadinho de cultura”, gosta.
Ainda a propósito da Exposição “Pensar a arquitectura: o(s) tempos (s) do processo criativo”, propõe uma imersão reflexiva na natureza efémera e mutável do acto projectual, entendendo a arquitectura não como um produto acabado, mas como um organismo em permanente transformação.
Esta exposição convida a apreciar a espessura temporal do processo criativo, onde cada esboço é simultaneamente génese e ruína e cada traço uma hipótese aberta ao inesperado”.
Marco Sousa
