A Universidade dos Açores (UAc) apresentou a nova aplicação móvel “Coastal Vulnerability Index, Interactiva” a um grupo restrito de stakeholders regionais, com o objectivo de recolher contributos e sugestões para aperfeiçoar a ferramenta antes da sua fase de testes experimentais.
Segundo a nota de imprensa divulgada, a aplicação avalia a vulnerabilidade costeira da ilha de São Miguel, integrando também a componente de vulnerabilidade humana. A metodologia utilizada segue o modelo descrito no artigo científico “Exploring Coastal Vulnerability Assessment through the Lens of Physical and Human Vulnerabilities for the Azores: A First Approach”, da autoria dos investigadores da UAc Bruno Rosa, Paulo Borges e Helena Calado, e de Kiat Ng, da Universidade de Lisboa.
Durante o mesmo evento, foram igualmente apresentados os mais recentes desenvolvimentos da aplicação Cetacea, lançada a 12 de Maio no workshop integrado na 36.ª Conferência Anual da European Cetacean Society.
Ambas as aplicações estão a ser desenvolvidas no âmbito do projecto europeu Regions4Climate, sob coordenação dos investigadores Francisco Martins e Helena Calado, da Universidade dos Açores, em parceria com o Fundo Regional para a Ciência e Tecnologia (FRCT).
No contexto deste projecto, a UAc também acolheu recentemente a “Challenge Suite 1 Meeting” do Regions4Climate, que reuniu equipas do País Basco (Espanha), Aquitânia do Sul (França), Pärnumaa (Estónia), Toscana (Itália) e Sitia (Grécia), num total de 13 participantes.
Durante dois dias, foram apresentados os trabalhos desenvolvidos nos Açores e discutidas metodologias e processos de envolvimento de stakeholders, liderados regionalmente pelo FRCT, com especial enfoque na gestão da orla costeira. O programa incluiu ainda visitas de campo às zonas dos Fenais da Luz e Calhetas, acompanhadas pelo investigador Paulo Borges (UAc-FCT), para observação directa dos processos geológicos e dos impactos da erosão costeira.
“Os objectivos da reunião foram plenamente alcançados, reforçando a importância da colaboração entre países, do envolvimento das comunidades na busca de soluções e do papel da tecnologia”, conclui o comunicado.