O Governo Regional dos Açores, através da Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, celebrou um protocolo de colaboração técnica e financeira entre o Fundo Ambiental e a IROA, S.A., destinado a apoiar projectos estratégicos na recolha, armazenamento e abastecimento de água nos Açores.
O acordo, no valor de um milhão de euros, tem como objectivo reforçar a resiliência hídrica e promover soluções inovadoras para responder aos desafios das alterações climáticas e da gestão sustentável dos recursos naturais. O financiamento permitirá a execução de infra-estruturas e sistemas de abastecimento que assegurem a disponibilidade de água para o sector agrícola, contribuindo para a competitividade e sustentabilidade da produção regional.
O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, sublinha que “este protocolo é um investimento estratégico na segurança hídrica dos Açores”.
Segundo o governante, “a água é um recurso essencial para a agricultura e para a vida, e este apoio permitirá reforçar a capacidade de resposta às necessidades dos nossos agricultores. Estamos a trabalhar para garantir que os Açores prosseguem na linha da frente da sustentabilidade. Este protocolo demonstra que é possível conciliar desenvolvimento económico com protecção ambiental, assegurando um futuro mais resiliente para todos”.
O Fundo Ambiental, representado por Maria do Rosário Gama Martins dos Santos de Sousa Sequeira, vogal do Conselho Directivo da Agência para o Clima, e a IROA, S.A., representada pelo presidente do Conselho de Administração, Pedro Jácome de Carvalho e Cunha Hintze Ribeiro, e pelo vogal Marco José Freitas da Costa, formalizaram o compromisso, que vigora até 2027, prevendo relatórios periódicos de execução e resultados.
Este protocolo visa promover a modernização das explorações agrícolas, investimento em tecnologia agrícola, formação técnica para produtores e acções de promoção da sustentabilidade ambiental, assegurando que os agricultores açorianos dispõem de recursos para enfrentar os desafios da competitividade e as exigências ambientais.
“Estamos a investir não apenas em apoio financeiro, mas também em conhecimento e tecnologia, porque acreditamos que o futuro da agricultura nos Açores depende da capacidade de adaptação e da valorização dos nossos recursos. Este protocolo representa um passo decisivo para garantir que os nossos agricultores dispõem das ferramentas necessárias para inovar e crescer, mantendo a qualidade que caracteriza os produtos açorianos”, conclui António Ventura.
