Edit Template

Respeito devido às crenças passadas

A fé cega é o pior de todos os princípios! Crer com fervor num dogma qualquer, quando a sã razão se recusa a aceitá-lo como uma verdade, é fazer ato de nulidade e privar-se voluntariamente do mais belo de todos os dons que nos concedeu o Criador; é renunciar à liberdade de julgar, ao livre-arbítrio que deve presidir a todas as coisas na medida da justiça e da razão.
Geralmente os homens são negligentes e não crêem numa religião senão por desencargo de consciência e para não rejeitar inteiramente as boas e doces preces que embalaram a sua juventude e que sua mãe lhes ensinou ao pé do fogo, quando a noite trazia consigo a hora do sono. Mas se esta lembrança por vezes se apresenta ao seu espírito, é, no mais das vezes, com um sentimento de pesar que eles fazem um retorno a esse passado, onde as preocupações da idade madura ainda estavam mergulhadas na noite do futuro.
Sim, todo homem tem saudade desta idade despreocupada e pouquíssimos podem pensar em seus jovens anos!… Mas, que deles resta um instante depois?… – Nada!…
Comecei dizendo que a fé cega era perniciosa; mas nem sempre se deve rejeitar como essencialmente mau tudo quanto parece manchado de abuso, composto de erros e, sobretudo, inventado à vontade, para a glória dos orgulhosos e benefício dos interessados.
Espíritas, deveis saber melhor que ninguém que nada se realiza sem a vontade do Senhor supremo; cabe a vós refletir antes de formular o vosso julgamento. Os homens são vossos irmãos encarnados e é possível que numerosos trabalhos dos tempos antigos sejam obras vossas, realizadas numa existência anterior. Os espíritas devem, antes de tudo, ser lógicos com seu ensino e não atirar pedra às instituições e às crenças de outros tempos, só porque são de outra época. A sociedade atual precisou, para ser o que é, que Deus lhe concedesse, pouco a pouco, a luz e o saber.
Não vos cabe, pois, julgar se os meios empregados por ele eram bons ou maus. Não aceiteis senão o que vos pareça racional e lógico; mas não vos esqueçais de que as coisas velhas tiveram a sua juventude e que o que ensinais hoje se tornará velho por sua vez. Respeito, pois, à velhice! Os velhos são vossos pais, como as coisas velhas foram precursoras das coisas novas. Nada envelhece, e se faltais a esse princípio por tudo o que é venerável, faltais ao vosso dever, mentis à doutrina que professais.
As velhas crenças elaboraram a renovação que começa a realizar-se!… Todas, conquanto não fossem exclusivamente materiais, possuíam uma centelha da verdade. Lamentai os abusos que se introduziram no ensino filosófico, mas perdoai os erros de outra época, se, por vossa vez, quiserdes ser desculpados pelos vossos, ulteriormente. Não deis vossa fé ao que vos parece mau, mas não creiais também que tudo quanto hoje vos é ensinado seja expressão da verdade absoluta. Crede que em cada época Deus alarga os horizontes dos conhecimentos, em razão do desenvolvimento intelectual da Humanidade.

Mensagem do Espírito Lacordaire
Psicografia do Médium Sr. Morin
Revista Espírita de março de 1867

Edit Template
Notícias Recentes
Nunca o União Sportiva teve arranque assim
Ana da Silva, Directora Criativa da marca de Moda Anna Margarette, natural da ilha do Faial, apresentou a sua mais recente colecção, "Her/itage: Her Written Roots", no Hôtel Le Marois, em Paris, durante a Paris Fashion Week. Em declarações à imprensa, a jovem açoriana refere que esta colecção é um projecto profundamente pessoal, inspirado nas mulheres da minha família - a minha bisavó, a minha avó e a minha mãe -, todas costureiras e artesãs, cujo talento e criatividade marcaram o meu percurso e a minha identidade enquanto designer. Através desta colecção, diz, “procurei homenagear estas mulheres, que viveram em gerações nas quais nem sempre existia a liberdade de transformar a criatividade numa carreira profissional. É uma celebração do seu legado, mas também da liberdade e das oportunidades que a minha geração teve a possibilidade de conquistar”. Para além disso, sublinha Ana Da Silva que “um dos aspectos mais especiais desta colecção é a presença das minhas raízes açorianas, através da incorporação do tradicional bordado a palha sobre tule, originário da ilha do Faial, uma técnica artesanal rara, transmitida ao longo de gerações”. Diz também que foi “particularmente importante levar esta tradição açoriana até Paris, valorizando o nosso património cultural e demonstrando como o artesanato tradicional pode ganhar uma nova expressão na moda contemporânea”. A colecção inspira-se também no surrealismo, recorrendo a elementos simbólicos como os olhos e os pássaros. Cada elemento representa diferentes dimensões da memória, da identidade, da liberdade feminina e da herança transmitida entre gerações. "Her/itage: Her Written Roots" é, acima de tudo, uma homenagem às mulheres que vieram antes de mim. A sua criatividade nunca desapareceu, simplesmente encontrou uma nova voz através do meu trabalho, refere a jovem açoriana. Gostaria muito de partilhar esta história com o vosso órgão de comunicação social, não só pelo significado pessoal da coleção, mas também pela oportunidade de dar visibilidade ao património artesanal açoriano num palco internacional da moda.
Ana da Silva leva património artesanal açoriana à Semana da Moda de Paris
Portugal pede mais verbas para os Açores e Madeira à União Europeia porque “não há competitividade europeia sem coesão”
“Não se trata apenas de escolher um destino e reservar um hotel”, afirma o travel designer Hugo Oliveira
Notícia Anterior
Proxima Notícia

Copyright 2026 Correio dos Açores