A deslocação do Sporting a São Miguel é sempre motivo de natural e normal satisfação, entusiasmo e regozijo.
Ponta Delgada, a ilha e o Arquipélago em geral assumiram contornos especiais, verde predomina, a euforia dos intercetivos torcedores de leão ao peito cresce a olhos visto.
As horas que antecederam o jogo com o Santa Clara são passadas de variadíssimas formas.
Os grupos de associados leoninos formam-se ordeiramente como intuito de visitarem as belas paisagens, que a ilha proporciona. Furnas, Sete Cidades, Lagoa do Fogo, entre outras, são pontos de encontro para mais tarde recordar. As belezas naturais, os encontros e a gastronomia dão corpo ao desenvolvimento sectorial da economia, turismo e ambiente.
A mobilidade dos visitantes faz-se sentir. Mais de duas mil pessoas acompanharam a comitiva leonina, oferecendo um colorido especial ao meio, na indubitável fé da equipa para ultrapassar o Santa Clara.
O golo de Hjulmand, ao soar do “gongo”, 94 minutos, numa interpretação errada do árbitro e seus pares, levou ao rubro a torcida verde.
A repartição pontual parecia o desfecho final, mas “os deuses da fortuna” contrariaram os pensamentos dos incrédulos.
O Estádio de São Miguel veio a baixo, o leão rugiu mais alto e a água caiu de pé, face à luta proporcionada.
A força do Sporting foi visível, derivado ao domínio territorial exercido. Mas, aquele inexistente canto foi e será sempre tema de conversa dos amantes da bola.
O Núcleo do Sporting de São Miguel assumiu um papel preponderante, na organização e planificação do empolgante jogo. O sucesso foi total para regozijo do elenco directivo presidido por Carlos Melo.
A sede social abriu a porta aos representantes dos núcleos do Sporting da Batalha, Arganil, Loures, Coimbra, entre outros.
Em ambiente convívio franco e camaradagem sã, e depois de digerido um bem confeccionado churrasco ao agrado de todos, as derradeiras horas serviram, para antecipadamente, perspectivar a vitória do Sporting, nesta sempre complicada saída ao reduto do Santa Clara.
O Presidente da Direcção do Núcleo da Batalha, constituído há oito anos espelhava contentamento indisfarçável. Acompanhado de familiares e amigos, Tomás Ceiça enalteceu a hospitalidade. “Sinto-me em casa, os núcleos são a grande força do Sporting. A vitalidade é grande. Constroem-se muitas amizades entre todos, o convívio e a camaradagem é enorme”. E de facto assim é.
Durante as visitas efectuadas à ilha, um dos momentos altos foi a deslocação à Ferraria. O meu tempo, que se fez sentir, fez com que as pessoas mostrassem toda a sua sociedade. Uma caravana, próximo daquele local serviu de abrigo á comitiva do Núcleo da Batalha. A simpatia da proprietária Cidália foi um dos momentos altos desta visita inesperada. O contentamento foi geral.
O Núcleo do Sporting da Batalha é compostos por 350 sócios, tem autocarro próprio, condição, que lhe proporciona acompanhar o clube em todo o território nacional, regiões autónomas e países europeus como Itália, Bélgica, Finlândia, por via dos embates referentes à Liga dos Campeões.
