Edit Template

Amanhem-se!

Desculpas esfarrapadas não são explicações. É um modo de fuga ao assumir a incapacidade de lidar com evidências. E para determinados problemas, como o do direito a ser tratado no tempo e de modo adequado, desculpas esfarrapadas, são o assumir de incapacidade em propor medidas para resolver ou minimizar danos diretos ou colaterais desta espera. O incêndio no HDES, não pode nem deve eternizar o álibi para justificar o que se passa com as listas de espera no Serviço Regional de Saúde.
O Plano e Orçamento da RA agora em vias de discussão no nosso Parlamento, tal como anunciado sem circunstância, incluirá por proposta da Secretaria da Saúde uma verba de dois milhões de euros para equipamentos para o HDES. Até aqui tudo pode parecer bem, embora não houvesse uma descrição de e
para o que tal verba seja alocada. Se for para equipamentos essenciais que por estarem em final de vida útil, ou para aquisição de uma nova tecnologia, este investimento estará mais que justificado. Lembrei-me da robótica para cirurgia que também já foi anunciada para funcionar primeiro no HDES e com custos aproximados a este valor. Será para isso?
Entretanto sobre dotação orçamental para minimização das listas de espera para cirurgia, nomeadamente do Vale Saúde, ou outras iniciativas de emergência resolutiva com cabimento orçamental obrigatório, nada foi dito. Mais ainda, em final de período legislativo, nada foi dito sobre a execução orçamental das verbas alocadas em orçamento anterior para a este programa e que conclusões devam ser daí retiradas.
A conclusão não é minha, mas de especialistas na matéria quando afirmam que o problema das listas de espera para cirurgia e outros meios complementares de diagnóstico e terapêutica não é simples, nem se resolve somente com mais dinheiro; e que lista de espera sempre haverá. Basta para isso que o sistema
funcione, até pela lógica que primeiro se fazem diagnósticos e depois as propostas cirúrgicas diferidas no tempo se não forem em contexto de urgência cirúrgica. Mas é uma batalha com ganhos consideráveis se abordada em várias frentes, com diagnósticos precisos das ineficiências do sistema e propostas concretas de resolução suportadas em plano e orçamento regional. Uma batalha urgente e contínua para cumprir recomendações de tempos máximos de espera e minimizar o seu impacto na vida e na saúde das pessoas.
Sobre isto, ainda nada foi dito nem proposto fazer, a não ser impelir os Hospitais a aumentarem a sua produção cirúrgica em tempo acrescido, sabendo-se à partida que esta solução tem e deve ter mesmo limites sob pena de poder interferir com a produção dita normal nos mesmos hospitais.
Vamos ter um Plano e Orçamento para a saúde, para manter o sistema tal como ele está incapaz de minimizar um problema que já teve mais desculpas para ser tão grande como o é agora?
Dir-nos-ão. Amanhem-se, que casa onde não há pão, todos ralham…. Só espero que alguém tenha razão.
Por: Dionisio Faria e Maia

Edit Template
Notícias Recentes
Espaço Canoa inaugurado em Rabo de Peixe para valorizar a identidade marítima e dinamizar a economia local
Homem de 30 anos detido na Lagoa por tentativa de homicídio
Assistentes operacionais da Escola Roberto Ivens dizem basta ao banco de horas e exigem pagamento de serviços extracurriculares
TAP vendida à Lufthansa com obrigatoriedade de continuar a prestar serviço público às Regiões Autónomas
Câmara de Ponta Delgada aprova voto de pesar pelo falecimento de Jorge Delmar
Notícia Anterior
Proxima Notícia

Copyright 2026 Correio dos Açores