Edit Template

Jornadas “Notas no Tempo” reúnem especialistas em música histórica dos Açores, Madeira e mundo atlântico

A segunda edição das Jornadas de Música Histórica “Notas no Tempo” decorre a 21 e 22 de Novembro em Ponta Delgada, repartida entre a Universidade dos Açores e o Conservatório Regional, e é organizada pela Academia das Artes da UAc, pelo Conservatório Regional e pela Academia Madeirense de Musicologia e Estudos Artísticos. O evento assinala os 50 anos da Autonomia e da Universidade dos Açores, reunindo investigadores, músicos e instituições ligadas ao património musical insular.
As II Jornadas de Música Histórica “Notas no Tempo” realizam-se a 21 e 22 de Novembro de 2025 em Ponta Delgada, integradas nas comemorações dos 50 anos da Autonomia dos Açores e Madeira e do 50.º aniversário da Universidade dos Açores.
A iniciativa é organizada pela Academia das Artes da Universidade dos Açores, pelo Conservatório Regional de Ponta Delgada e pela Academia Madeirense de Musicologia e Estudos Artísticos, em colaboração com o CHAM, CESEM, INET-md, Biblioteca, Arquivo e Museu da UAc e Direcção Regional da Cultura.
O encontro reúne investigadores, músicos e docentes num diálogo centrado no património musical insular e nas ligações atlânticas que moldaram repertórios, práticas e circulação artística.
No dia 21 de Novembro, o evento decorre no Anfiteatro IX da Universidade dos Açores. A recepção aos participantes começa às 08h45 e a sessão de abertura tem lugar às 09h15. Às 09h45, Luísa Cymbron apresenta a conferência de abertura dedicada aos desafios de escrever uma história da música nos arquipélagos atlânticos, com foco no caso dos Açores. Segue-se, às 10h15, o primeiro painel, moderado por Duarte Nuno Chaves e dedicado à religiosidade, devoção e festividades musicais insulares. Paulo Jesus Ladeira aborda as manifestações musicais em contexto religioso na Madeira no final do Antigo Regime. Às 10h30, Isabel Albergaria Sousa analisa o ‘Te Deum de acção de graças realizado no último dia do ano’, tradição que se mantém nos Açores e na Madeira. Às 10h45, Maria Luiza Caldas examina o ano de 1794 na Capela Musical do antigo Mosteiro de São Bento da Avé-Maria, no Porto. O debate decorre às 11h00 e a pausa para café às 11h15.
Os trabalhos retomam às 11h30 com Pedro Gonçalves, Davide Donelli e Giovanni Albini, que discutem a renovação estética e composicional da braguinha madeirense. Às 11h45, Ana Margarida Gaipo apresenta um estudo sobre as Grandes Festas do Espírito Santo de Ponta Delgada enquanto palco de património musical açoriano. Às 12h00, Teresinha Rodrigues Prada Soares analisa o tributo a Villa-Lobos apresentado no 16.º Festival Internacional dos Açores. O debate decorre às 12h15 e a pausa para almoço às 12h30.
O segundo painel inicia-se às 14h30, moderado por Wellington Nascimento e focado em instrumentos, repertórios e circulações musicais no espaço atlântico. Paulo Esteireiro apresenta uma leitura histórica das relações entre machete, viola, danças camponesas e danças europeias no Funchal no século XIX. Às 14h45, Marcos dos Santos Moreira expõe o caso da cidade do Penedo e da Sociedade Montepio dos Artistas, relacionando prática musical e educação patrimonial no contexto alagoano. Às 15h00, José Luis Hernández Ramos analisa a evolução recente do timple das Canárias. O debate ocorre às 15h15 e a pausa para café às 15h30. Às 15h45, Pompeyo Pérez Díaz aborda a guitarra e os guitarristas-compositores das Canárias nos séculos XIX e XX. Às 16h00, Kadija Teles apresenta um estudo sobre performance e prática interpretativa no repertório brasileiro dos séculos XIX e XX. O debate encerra às 16h15 e os trabalhos terminam às 16h30.
No dia 22 decorre no Conservatório Regional de Ponta Delgada e inicia-se às 09h30 com um ciclo de conferências-concerto moderado por Isabel Albergaria Sousa. Wellington Nascimento abre o programa com uma comunicação sobre a viola da terra na construção da identidade açoriana. Às 09h45, Paulo Esteireiro analisa a machete e a viola nas danças camponesas e europeias do Funchal no século XIX. A pausa para café decorre às 10h00. Às 10h15, Custódio Castelo apresenta uma reflexão sobre a guitarra portuguesa como expressão identitária. Às 10h45, Miguel Carvalhinho aborda a viola beiroa como património imaterial. Às 11h15, tem lugar um momento musical. A pausa para almoço ocorre às 12h30.
O período da tarde inicia-se às 14h00 com o painel dedicado a educação, memória e práticas artísticas e musicais em contexto insular, moderado por Paulo Esteireiro. Carolina Faria apresenta um estudo sobre arquivos de bandas filarmónicas como espaços de memória musical e identidade comunitária. Às 14h15, Francisco Oliveira Cymbron Furtado Cabral e Ana Maria Liberal analisam a elaboração do catálogo da colecção de manuscritos musicais da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada. Às 14h30, Leonor Lowden examina a iconografia musical nas igrejas do Funchal. O debate decorre às 14h45 e a pausa para café às 15h00. Às 15h15, Elisa Lessa apresenta o itinerário artístico de António e Eurico Thomaz de Lima nos Açores. Às 15h30, Catarina Braga analisa a Sociedade Teatral Micaelense no contexto da actividade dramática amadora em Portugal. Às 15h45, Romeu Curto e Nuno Fraga discutem desafios de coesão e flexibilidade no currículo do ensino artístico especializado. O debate realiza-se às 16h00. Às 16h15, Rui Magno Pinto apresenta a conferência de encerramento dedicada ao virtuosismo no espaço atlântico e à digressão de concertistas pelos palcos insulares portugueses. O encontro termina às 16h45 com um momento musical.

Edit Template
Notícias Recentes
“Pretendemos que este torneio seja um ponto de encontro onde o desporto sirva para recordar o legado de Guilherme Farinha e inspirar as gerações futuras”
“Pontes de Cidadania” junta jovens dos Açores e do Algarve para maior aproximação entre as novas gerações
“O consumo de substâncias é um problema gravíssimo nas cadeias”, afirma a Psiquiatra Filipa Veríssimo em Ponta Delgada
José Manuel Bolieiro é um dos oradores do Game Changers Forum em Lisboa que tem Barack Obama como convidado principal
NRP Viana do Castelo termina missão nos Açores depois de ter participado em diversos exercícios multinacionais
Notícia Anterior
Proxima Notícia

Copyright 2026 Correio dos Açores