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Programa “Quartel Electrão”, que conta com três associações açorianas, vai ser prolongado até ao fim do ano

De modo a aumentar a adesão da comunidade, a campanha “Quartel Electrão” vai ser alargada até ao dia 31 de Dezembro deste ano. As Associações Humanitárias dos Bombeiros Voluntários de Vila Franca do Campo, da Madalena e da Graciosa estão integradas na 10ª edição do projecto. A acção promovida pelo Electrão em parceria com a Liga dos Bombeiros de Portugal pretende recolher pilhas, lâmpadas e outros equipamentos eléctricos que serão posteriormente utilizados para reciclagem com o objectivo de recompensar os bombeiros
A edição deste ano do programa “Quartel Electrão” arrancou em Janeiro e será agora prolongada até ao final de 2025. A extensão foi efectuada “para garantir mais prémios” aos membros dos quartéis e está a ser dinamizada pelo Electrão em parceria com a Liga dos Bombeiros de Portugal. O objectivo passa por envolver as associações humanitárias na missão de sensibilização para a necessidade de encaminhar correctamente os produtos para a reciclagem.
A comunidade, particulares, empresas, juntas de freguesia e câmaras municipais têm estado a mobilizar-se com o intuito de ajudar os seus grupos de bombeiros. “Entregar resíduos num Quartel Electrão é um esforço com um impacto real e imediato: protegemos o ambiente e equipamos quem nos protege”, disse o Director Geral de Eléctricos e Pilhas de Electrão, Ricardo Furtado.
Vão existir prémios para os três grupos que conseguirem recolher a maior quantidade de material, sendo que o primeiro colocado recebe um veículo ligeiro de combate a incêndios. O segundo premiado irá usufruir de 10 mil euros em equipamentos de protecção individual e o terceiro leva consigo 5 mil euros.
Há também recompensas a atribuir por região, aos novos aderentes que mais se destacaram e uma que vai destacar o crescimento de associações que já frequentam a iniciativa há pelo menos 5 anos. Os vencedores destas categorias vão receber 750 euros em cartões pré-pagos de combustíveis e as que recolherem mais pilhas e lâmpadas terão direito a 1 500 euros convertíveis em equipamento de segurança.
Todas as corporações presentes no programa vão receber, de forma adicional, 75 euros por cada tonelada de equipamentos eléctricos reunidos e 250 euros por cada 1000 kilos de pilhas e baterias. As que recolherem mais de 20 toneladas vão ser premiadas com um incentivo económico extra.
Desde o seu arranque, há 14 anos, o Quartel Electrão já permitiu a colecta e o envio para reciclagem de cerca de 17 mil toneladas de material sendo que este ano, a nível nacional, já foram levantadas mais de 2300.

Graciosa, Madalena e
Vila Franca do Campo
O nosso jornal esteve ainda à conversa com os presidentes das associações de Vila Franca do Campo, Rui Melo e da Graciosa, Tiago Correia, assim como a Comandante do quartel da Madalena, Lisa Melo.
Tiago Correia confirma que este ano tem sido “extremamente desafiante, uma vez que foram aplicadas novas metodologias de apoio”. Confirma que actualmente enfrentam um problema de pessoal: “Estamos sempre limitados em termos de recursos humanos, este sim é o nosso tendão de Aquiles, sobretudo para uma ilha da dimensão da Graciosa”. Segundo o próprio foi ainda uma temporada muito exigente para os membros da associação, devido à ocorrência de uma série de incêndios “fora do normal”.
Ao ser questionado sobre o projecto “Quartel Electrão”, o dirigente afirmou que é positivo, mas que “não existiu uma grande adesão dos habitantes, uma vez que o município de Santa Cruz já faz a recolha deste tipo de material há muitos anos”.
Contudo, o responsável afirmou que existe a possibilidade de se executar uma parceria entre as três partes: “Existe sim a hipótese, de aqui em diante, acontecer uma cooperação entre a Associação de Bombeiros da Graciosa, a entidade responsável pelo Quartel Electrão e o próprio município de modo a centralizarmos este processo e de o potenciarmos aqui na zona”, explicou.
“O que nós pretendemos é ser um ponto de recolha para todos, de modo a termos uma região cada vez mais limpa e ambientalmente sustentável”, reforçou o presidente. A ilha da Graciosa já procedeu à recolha de 100kg de equipamentos com ecrãs, de pequenas dimensões, informáticos e de telecomunicações que já foram entregues à entidade responsável.
Tiago Correia, acrescentou que não existiram dificuldades inerentes à execução do programa e que contou com o apoio do Electrão: “Na primeira vez que aderimos fiquei um pouco receoso devido ao transporte. Mas devo dizer que o grupo encarregue age muito rapidamente. Assim que solicitamos o pedido de recolha, esta é feita num período de uma semana. Em termos de sensibilização, a própria instituição disponibiliza muita informação para fazermos chegar ao povo. Aquilo que nós pensávamos que seriam as dificuldades, acabaram por não ser”.
Quanto à extensão da iniciativa, o entrevistado destaca que “foi algo benéfico e que existem momentos em que a entrega é maior, para nós é no Verão e na época natalícia, portanto é fundamental ter de existir a sensibilidade de atingir estas datas”.
“É uma actividade que não tem qualquer tipo de custo para as pessoas e que valoriza a sua localidade, a sua casa, a sua comunidade e a sua vida, ao mesmo tempo que ajudam os seus bombeiros locais. É uma actividade muito útil e eu até apelo que as restantes associações façam parte, porque não tem nenhum valor ancorado, temos é de ter o espaço preparado para receber os equipamentos”, concluiu Tiago Correia.
Lisa Melo, Comandante do posto da Madalena, informou que a acção “correu muito bem à semelhança dos anos anteriores. A população já está habituada a este projecto e tem existido uma maior preocupação em entregar os equipamentos para reciclagem”.
A comandante confirma que a sociedade aderiu, mesmo que no ano passado tivesse existido um decréscimo, contudo salienta que não devemos comparar a realidade do quartel com outros de maior dimensão.
Ao ser questionada sobre os obstáculos, a entrevistada explicou que “no primeiro ano tivemos dificuldades porque as pessoas não tinham conhecimento e éramos nós que fazíamos a recolha. Actualmente é um aspecto que já foi ultrapassado”.
“Todas os movimentos que existem no âmbito do ambiente são de extrema importância e podem impactar o nosso presente e o nosso futuro. Nós enquanto associações temos de estar na vanguarda e dar o exemplo”, concluiu Lisa Melo.
Por fim Rui Melo, Presidente do quartel de Vila Franca do Campo informou ao nosso jornal que teve de pedir suspensão da inscrição do programa: “Pedimos a interrupção do Quartel Electrão, uma vez que o nosso quartel não tem capacidade para responder às questões de armazenamento dos produtos recolhidos”.
DP

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