O Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas apresenta “Instruções para Desenhar Diálogos”, do colectivo Space Transcribers, este Sábado, 22 de Novembro, pelas 17h00. A sessão é dirigida a maiores de 16 anos e tem entrada livre.
Os Space Transcribers, conhecidos pela abordagem sócio-espacial e ecológica em contextos urbanos e territoriais portugueses, exploram o espaço público e os seus modos de habitar através de práticas artísticas site-specific que envolvem as comunidades e os lugares onde intervêm. O trabalho resulta num acervo de materiais que inclui instalação, performance, maquetes, desenho, fotografia, áudio e vídeo.
A apresentação está estruturada em três actos que percorrem alguns dos projectos mais emblemáticos do colectivo. O primeiro incide sobre “Transcrever: Ações Participativas nos Bairros Sociais de Braga” (2015), realizado em colaboração com o Município de Braga, que introduz formas de diálogo com comunidades urbanas periféricas. Segue-se “Alocar/Deslocar” (2019), criado para a Bienal de Arte Contemporânea da Maia, centrado nas dinâmicas de mobilidade e na relação com espaços de troca e consumo. O terceiro acto apresenta “Reconciliar os Comuns nas Águas do Tâmega” (2023), desenvolvido para a representação portuguesa na Bienal de Arquitectura de Veneza, que explora a ligação entre arquitectura e recursos naturais escassos.
“Cada acto/projecto oferece instruções e visões sobre como a arquitectura pode desenhar diálogos significativos, não só com as comunidades menos visíveis das cidades, mas também com os sistemas naturais que sustentam a vida urbana. ‘Instruções para Desenhar Diálogos’ pretende ainda provocar uma reflexão mais abrangente sobre a arquitectura enquanto prática dialógica e colaborativa, ancorada na empatia e na ética, essencial para imaginar futuros mais inclusivos e sustentáveis”, refere o comunicado.
Space Transcribers é uma prática de investigação em arquitectura sediada em Braga, co-fundada e dirigida pelos arquitectos doutorados Fernando P. Ferreira e Daniel Duarte Pereira. A investigação orienta-se pela prática e cruza arte, arquitectura e mediação espacial. O colectivo utiliza instalações, workshops, curadoria, produção editorial, performance e escrita como práticas espaciais críticas, com enfoque em perspectivas sociopolíticas e ecológicas sobre contextos urbanos e rurais. Em 2023 participou na representação portuguesa na 18.ª Bienal de Arquitectura de Veneza com o projecto Fertile Futures. Actualmente, está a curar três projectos no eixo da arquitectura para Braga 25 Capital Portuguesa da Cultura 2025: Contra-Quiosque, Shopyard e o festival Forma da Vizinhança.
“Isto Não é um Cubo” é um projecto em coprogramação da Pó de Vir a Ser, Culturgest e Arquipélago, com as estruturas OSSO, Space Transcribers e Teatro do Frio. O projecto é apoiado pela República Portuguesa – Cultura, DGArtes, no âmbito da RPAC – Rede Portuguesa de Arte Contemporânea.
