O novo Passaporte Regional de Qualificações (PRQ), disponível em prq.azores.gov.pt, foi apresentado esta quinta-feira pela Secretária Regional da Juventude, Habitação e Emprego, Maria João Carreiro, durante o seminário “Competências em Rede”, no Auditório Luís de Camões, em Ponta Delgada. O registo é gratuito e o serviço ficará operacional a partir de 24 de Novembro, em computador e smartphone.
Segundo o Governo Regional, o PRQ permite aos utilizadores reunir certificados de formação e aceder a oferta formativa alinhada com o percurso profissional iniciado ou a iniciar, numa lógica de orientação para aprendizagem contínua. Para a Secretária Regional, “o Passaporte Regional de Qualificações é uma janela de oportunidades para trabalhadores, entidades formadoras certificadas e entidades empregadoras, num exercício de permanente valorização das competências e de orientação para percursos de aprendizagem ao longo da vida”.
O novo ecossistema digital pretende aproximar trabalhadores, entidades formadoras e empresas, contribuindo para a modernização administrativa e para uma ligação mais directa entre talento, qualificações e necessidades de recrutamento.
Na sua intervenção, Maria João Carreiro destacou que o principal problema actual no mercado de trabalho açoriano “não é hoje o desemprego”, ao contrário de Novembro de 2019, quando a Região registava 10.800 desempregados, mas sim a dificuldade em recrutar trabalhadores e trabalhadores melhor preparados. Em Setembro deste ano, a Região contabilizava 3.962 pessoas à procura de primeiro e novo emprego.
Com o “desemprego em mínimos e a população empregada em máximos”, o que está a reflectir-se em melhorias na vida dos trabalhadores, das famílias e das empresas açorianas, “persiste, ainda, um desafio em termos de valorização da formação, da aprendizagem ao longo da vida e das profissões”, observou a Governante.
Defendeu, por isso, que os Açores devem “avançar com ainda mais determinação” para “afirmar nos Açores uma cultura de valorização da formação e da aprendizagem ao longo da vida”, indicando que os recursos financeiros regionais e comunitários existentes estão disponíveis e devem ser aproveitados.
