DIOGO RIBEIRO PASSOU QUASE DESPERCEBIDO na ilha de São Miguel no início do mês. O nadador português bicampeão mundial, em Doha (Catar), dos 50 e dos 100 metros mariposa e campeão europeu de Sub-23, em Samorin (Eslováquia), dos 50 mariposa e 50 livres, participou no XI Fórum de Natação dos Açores.
O evento, reunindo atletas, treinadores, dirigentes e representantes de entidades desportivas, foi promovido pelo Clube Desportivo Escolar de Água de Pau.
Nas pesquisas que fiz não encontrei nenhuma referência na comunicação social de Ponta Delgada à estada de um campeão com a envergadura de Diogo Ribeiro. Era mais do que merecida. Trata-se de um atleta da elite do desporto português. Não é fácil termos à mão um campeão.
Há uns anos a esta parte associações e clubes desportivos publicam as suas iniciativas nas plataformas digitais. Os jornalistas não visitam todas. Muito menos diariamente. Por isso ficam acontecimentos com o destaque do Fórum esquecidos e desconhecidos para um vasto grupo de pessoas, principalmente não próximas da modalidade, que vão lendo, vendo e ouvindo através da comunicação social.
Fica o alerta para que próximos eventos, sejam ou não da natação, as organizações façam chegar ao conhecimento da imprensa, da rádio e da televisão.
Diogo Ribeiro nadou na piscina da escola de Água de Pau para os praticantes que acompanharam a parte prática do encontro. A foto é de um desses momentos, supervisionado pelo director técnico nacional de natação pura da Federação, Ricardo Antunes.
Espero que a visita do campeão do Mundo tenha sido um forte incentivo aos jovens praticantes para prosseguirem, para continuarem a serem assíduos aos treinos, sejam lutadores e resilientes face aos sacrifícios que a exigente modalidade requere.
Nas poucas fotografias que vi de uma das sessões dos dois dias de trabalhos, não estavam muitos nadadores. Se as exibições de Ribeiro e os ensinamentos de Antunes, de Samie Elias e de Igor Silveira, da equipa técnica do Centro de Alto Rendimento do Jamor, não foram transmitidos, por falta de acesso, à toda a comunidade da natação da ilha de São Miguel, principalmente a nadadores dos outros três clubes, algo está mal. Repito: falo pelo pouco que li e vi. Oxalá tenha sido abrangente, indo ao encontro da “partilha de ideias, de experiências e de boas práticas dedicadas ao desenvolvimento da natação na Região.
UM GRUPO DE PRATICANTES DO PROJECTO WALKING FOOTBALL da Associação de Futebol de Ponta Delgada (FPD) foi recebido pelo presidente da Federação Portuguesa de Futebol antes do jogo de Portugal com a Arménia, que apurou a selecção nacional para o “Mundial” de 2026.
Pedro Proença deu as boas vindas ao lote de praticantes da AFPD e da AF Setúbal. As equipas foram compostas por executantes dos grupos que fazem parte do projecto.
Os elementos colocaram-se à saída do túnel do estádio do Dragão, no Porto, para receberem as duas selecções como uma guarda de honra quando os jogadores entraram para o período de aquecimento.
O Walking Football é uma variante do futebol. É praticar futebol a andar e tem como objectivo incentivar a prática desportiva para pessoas com idades superiores a 50 anos, promovendo a integração e o convívio em prol de uma vida mais activa.
Ontem decorreu o terceiro encontro da modalidade no âmbito da AFPD. Reuniu nove equipas. Uma novidade interessante é o reaparecimento do há muitos anos desaparecido Penarol da Relva. Junta-se às equipas A e B do GD Bota Fogo, CD Santo António, Marítimo SC, União de Nordeste, Clube Desportivo Escolar da Escola Roberto Ivens, Santa Casa da Misericórdia da Ribeira Grande e Associação de Futebol de Ponta Delgada.
Curioso ter o terceiro encontro decorrido no Complexo Desportivo do Lajedo.
HOMENAGEM A BERNARDINO ocorreu recentemente na sede do Clube Operário Desportivo, promovida pela direcção do clube.
O presidente do clube, Paulo Juromito, entregou ao antigo defesa da equipa uma camisola com o seu nome e um diploma.
Bernardino Cordeiro foi um jogador de eleição do futebol da ilha de São Miguel e dos Açores. Integrou uma equipa do Operário de grande valia, formada por atletas da hoje cidade e freguesias do concelho da Lagoa.
Atrevo-me a escrever, porque o vi jogar muitas vezes, que Bernardino entraria numa equipa da II Liga portuguesa. Colocação perfeita no sector que comandava, passes com qualidade dando início às jogadas ofensivas e um bom poder de elevação.
Uma justa homenagem a um dos melhores jogadores açorianos.
AÇORES NO MUNDIAL DE FUTSAL FEMININO que hoje começa através de dois representantes. Um é a mariense Alexandra Melo, guarda redes que representa Portugal, e o segundo é o treinador Alexandre da Rocha.
Alexandra Melo jogava no GD Gonçalo Velho. Foi “pescada” para a equipa de Sub-17 de futsal do Benfica em 2019. Foi-se impondo pelas boas exibições. Percorreu todas as etapas dos escalões de formação, sendo, igualmente, internacional. Os últimos jogos pela equipa nacional foram na categoria de Sub-23.
Aos 20 anos de idade, integra, desde a época passada, a equipa principal benfiquista.
Foi convocada pelo selecionador Luís Conceição. Esteve no estágio, mas não foi inscrita na lista final de 14 selecionadas para estarem nas Filipinas.
No entanto, a guarda-redes da ilha de Santa Maria seguiu viagem com a equipa no dia 13, isto porque o regulamento permite a inscrição de uma jogadora extra para precaver alguma lesão grave ou doença. Para as guardiãs, essa alteração pode ser feita em qualquer momento da prova, para as restantes posições a mudança tem de ser oficializada até 24 horas antes do primeiro jogo. O que efectivamente aconteceu.
Portugal participa no primeiro Mundial feminino de sempre e integra o Grupo C. A estreia está marcada para hoje contra a Tanzânia, seguindo-se duelos com Japão (26) e Nova Zelândia (29).
ALEXANDRE DA ROCHA, 49 anos de idade, vai estar nas Filipinas como selecionador/treinador da selecção do Canadá. É de origem da ilha Terceira. Foi nomeado treinador principal da equipa feminina, campeã da CONCACAF Women`s Futsal Champioship, em Fevereiro. O Canadá superou os fortes opositores, apurando-se para o primeiro Mundial.
O treinador esteve primeiramente ligado ao futebol feminino. Liderou a primeira equipa profissional no Quebeque.
MARCELO REBELO DE SOUSA foi director da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) em representação da Associação de Futebol de Angra do Heroísmo entre 1974 e 1976.
A informação foi prestada pelo presidente da República no discurso que proferiu na cerimónia de abertura do Portugal Football Summit.
Maurício Toledo, que esteve presente no evento internacional promovido pela FPF, tirou uma foto com Marcelo Rebelo de Sousa assinalando um episódio que muitas pessoas desconheciam.
José Silva
