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Sócios dos Bombeiros: Números que nos envergonham

Os Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada e Lagoa estão a apelar à comunidade para reforçar o número de sócios e realizar donativos até ao final de 2025, lembrando que a adesão pode ser feita por correio electrónico e que os contributos financeiros são fiscalmente dedutíveis, com majorações entre 20% e 50% no valor doado, no IRS ou no IRC.

Ponta Delgada e Lagoa. Dois concelhos cujas sedes são cidades, a mais antiga de São Miguel e a mais jovem da ilha e dos Açores. Censos 21 e cerca de 67 mil habitantes para o primeiro e 14 mil para o segundo, num universo nada pequeno, a nível Açores, de quase 29 mil famílias e 34 mil alojamentos. E, como as pessoas não são números e os alojamentos não são valores abstractos, a segurança colectiva, precisamente de pessoas e bens, constitui preocupação quotidiana e concreta, nada condizente com Santa Bárbara de quem nos lembramos no meio de raios e coriscos das trovoadas inesperadas do tempo e da vida.
E essa segurança tem um nome! Uma História! Um presente de luta e um futuro de esperança: Bombeiros! E no nosso caso, no caso das duas cidades e seus concelhos, Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada e Lagoa.
Orgulhosos dos seus 146 anos de história, simbolizados, como em cada ano, num cesto de igual número de rosas que são depostas aos pés do seu icónico Padroeiro, Senhor Santo Cristo dos Milagres, no VI Domingo de Páscoa de cada ano, os Bombeiros não esquecem os espinhos de cada dia, regando-os de esforço e esperança que leve à compreensão de que a sociedade não pode ficar-se apenas em aérea gratidão, pensando que o Estado é o único responsável por tudo o que pode garantir a nossa segurança.
A realidade é dura e ainda há dias era cruamente exposta pelo Presidente da Direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada: “Num universo superior a 80 mil habitantes, (29 mil famílias), apenas pouco mais de duas mil pessoas são sócias dos Bombeiros de Ponta Delgada e Lagoa”. E há que perguntar como há centenas de empresas, muitas das quais com trabalhos e materiais exponencialmente sujeitos a incêndios ou outros riscos, e que não são sócias dos Bombeiros Voluntários, com despesas absolutamente dedutíveis em colecta fiscal.
Ser sócio, mais do que o valor monetário de trinta (30) euros anuais, significa a consciência pessoal e empresarial de pensar e afirmar responsabilidade e afecto. Sim, porque a indiferença é a mãe de todo o descalabro social e desligamento afectivo.
A campanha está aí. Lançada por esta direcção, vinda já de direcções anteriores, mas sempre esbarrando numa inenarrável barreira de incompreensão e indiferença que contrasta com palavras que se tornam sem sentido por serem sem significado prático.
Não há lei nenhuma que possa obrigar, seja quem for a contribuir para uma Associação de Voluntários, mesmo que seja para defender segurança de pessoas e bens. E não se vislumbra um quadro político em que tal se torne obrigatório, porque justo seria.
No entanto há que redobrar esforços de acordar consciências e abrir bolsas a esta pequena contribuição concretizada em ser sócio dos Bombeiros.
E para quem pensa que há burocracia, hoje na era digital, tudo se simplifica. Uma mensagem para o correio electrónico sócios@bvpd.pt e está dado o primeiro passo para rápida concretização deste sonho da Direcção e Comando dos Bombeiros, que é alcançar rapidamente três mil sócios.
Para além disso, e segundo o Presidente João Paulo Medeiros, há ajudas que são necessárias e até fiscalmente benéficas para quem queira realmente fazer parte deste projecto de apoiar quem vigia constantemente a nossa própria segurança: “Com o aproximar do fim do ano económico de 2025, apelamos à responsabilidade social e à solidariedade de particulares, entidades, empresas e instituições, para que contribuam, através de um donativo, de maior ou menor valor, para os Bombeiros, ajudando a salvar vidas!
Assim, ao fazer o seu donativo, está não só a ajudar a equipar o Corpo de Bombeiros desta Associação, com mais e melhores meios, principalmente com a aquisição de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s), como botas e fatos de combate a incêndio, luvas, capacetes e outros equipamentos, de extrema necessidade à actividade de proteção e socorro das nossas comunidades, de pessoas e bens, mas também beneficiam, de forma directa, de uma majoração entre 20% e 50% no valor doado, no seu IRS ou no IRC da sua empresa. Ou seja, em termos práticos, por exemplo, ao doar 100,00 €, pode deduzir fiscalmente até 150,00 € no valor que teria a pagar ao Estado, através de um apoio concreto aos Bombeiros que fazem da sua missão “VIDA POR VIDA”.
Faça o seu donativo, até 31 de dezembro de 2025, para um dos NIB’s indicados na imagem e envie o comprovativo para secretaria.direcao@bvpd.pt com os seus dados fiscais, para emissão do competente recibo de donativo.”
Somos – e é bom que sejamos – sempre prontos a exigir das entidades públicas, nacionais, regionais e autárquicas, um olhar atento e presença digna no bolo orçamental para os Bombeiros e suas Associações. Mas está na hora de pensarmos no bolo que pode ser feito com os nossos “miolinhos que também são pão”.
Por: Santos Narciso

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