O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a Ucrânia demonstrou “zero gratidão” para com Washington e condenou a Europa a continuar a comprar petróleo russo apesar das sanções.
Segundo a “Euronews”, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recorreu às redes sociais para criticar o governo ucraniano, afirmando que este demonstrou “zero gratidão” pelo apoio dos EUA, ao mesmo tempo que acusou as nações europeias de continuarem a comprar petróleo russo apesar das sanções.
Trump reiterou mais uma vez que a guerra na Ucrânia “nunca teria acontecido” se ele estivesse no poder na altura da invasão total da Rússia e que uma “liderança forte e adequada dos EUA e da Ucrânia” poderia ter evitado o conflito.
Descrevendo a guerra como “um fracasso para todos”, Trump escreveu ainda que tinha “herdado uma guerra que nunca deveria ter acontecido”, culpando o que caracterizou como uma perda desnecessária de vidas por causa de uma liderança falhada tanto em Washington como em Kiev.
De acordo com a “Euronews”, na mesma publicação, publicada na rede social Truth Social no Domingo, Trump descreveu a guerra como “violenta e terrível” e continua a afirmar que “a eleição presidencial de 2020” foi “manipulada e roubada”.
Horas depois da publicação da mensagem de Trump, o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy condenou a Rússia como a única responsável pela guerra na Ucrânia.
“O cerne de toda a situação diplomática é que foi a Rússia, e só a Rússia, que começou esta guerra, e é a Rússia, e só a Rússia”, escreveu Zelenskyy.
A “Euronews” relata que, segundo o presidente ucraniano, os comandantes russos actuam sob ordens explícitas que permitem uma brutalidade sem restrições, contribuindo para o elevado número de mortos na linha da frente e para os contínuos ataques às cidades ucranianas.
Zelenskyy acusou também a Rússia de raptar crianças ucranianas e de as tentar “reeducar” para lutarem contra o seu próprio país.
Zelenskyy expressou a sua gratidão aos Estados Unidos e aos seus aliados, agradecendo a “todos os corações americanos” e a Trump pela ajuda que, segundo ele, tem “salvado vidas ucranianas”, começando com as primeiras entregas de sistemas anti-tanque Javelin.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, agradeceu também o apoio da Europa, do G7 e do G20, instando os parceiros a manterem o seu apoio.
As conversações de paz na Ucrânia têm dominado a agenda mundial nos últimos dias, enquanto os aliados ocidentais, os Estados Unidos e a Ucrânia têm realizado reuniões paralelas.
No Sábado, na África do Sul, os parceiros da UE analisaram o plano de paz proposto por Washington, enquanto no Domingo, em Genebra, os dirigentes prosseguiram as negociações.