Entre Israel e Hamas- talvez sim, talvez não…
Duas Pátrias Independentes- Palestina e Israel.
E porque não no futuro Pátrias Irmãs!
Será utopia?
O terrorismo sempre foi a génese da insegurança, do medo e da morte violenta, dos genocídios e dos holocaustos.
Judeus vítimas “ontem”, palestinianos vitimas “hoje”.
Dum lado e do outro os terrores extremistas, sem piedade e pudor, cavalgam a violência ao expoente máximo.
Ontem Hitler e o seu “amigo” ocasional Estaline, aliavam-se temporàriamente para erradicar o povo judeu da europa de leste, enviando-o para a ilha de Madagáscar.
Hoje é o judeu Netanyahu e o “negociante” Trump, que pretendem erradicar os palestinianos da Faixa de Gaza.
No fim de setembro de 2025 preparava-se a Assembleia Geral das Nações Unidas, que iria reunir quase duas centenas de Nações e respectivos Líderes.
Através duma conferência de imprensa o português António Guterres, Secretário-Geral da ONU, proclamava.
Que a ONU era o local e agora era o tempo, apelando aos Responsáveis Estatatais para serem sérios e cumpridores, insistindo numa Paz Justa e Duradoura no Médio Oriente, baseada numa solução de dois Estados.
193 é a lista dos Estados membros da ONU, dos quais 150 reconhecem a existência de dois Estados.
Existe um relatório de quase 100 páginas, resultado dos dois anos de guerra iniciada com o ataque do Hamas em solo israelita a 7 de Outubro de 2023, que matou 1200 pessoas e fez outros 250 reféns desta organização terrorista islamita.
Seguiram-se as operações militares de Israel na Faixa de Gaza que terão provocado mais de 65 mil mortes de patestinianos, sendo na maioria crianças e mulheres.
Membros da Aministia Internacional, não têm dúvidas de que o que se passou em Gaza ocupada foi um genocídio, defendendo as bases suficientes para concluir que entre 7 de outubro de 2023 e outubro de 2025, Israel cometeu actos proibidos pela Convenção sobre o Genocídio, com a intenção específica de destruir os palestinianos em Gaza.
Bloqueando sistemáticamente a entrada de alimentos, medicamentos e outros materais médicos, assim como o corte do acesso a luz e água potável, destruindo hospitais, outros centros de saúde e escolas.
Não restam dúvidas que Israel criou as condições para conduzir à morte lenta os palestinianos.
Para além da Amnistia Internacional, uma comissão de investigação independente e internacional da ONU concluiu que Israel estaria a cometer um genocídio contra a população palestiniana da Faixa de Gaza, exitindo portanto a intenção de aniquilar aquele Povo.
A História transmite a existência de diversos genocídios, sendo o mais célebre de todos o genocídio praticado pela Alemanha nazi contra a população judaica no decorrer da II gerra mundial.
Esta perseguição resultou na morte de seis milhões de judeus, conhecido como o Holocausto.
Não deixa de ser paradoxal que são agora os judeus a perseguir outro povo com a intenção do varrer do mapa.
Foi um regime da extrema – direita liderado por Adolfo Hitler, que levou a cabo o tenebroso Holocausto, sendo as principais vítimas o povo judaico, mas não só, igualmente ciganos, homossexuais e até portaores de deficiências físicas ou mentais.
Apenas pessoas com sangue ariano podiam ser cidadãos alemães.
A extrema – direita semita detém grande parte do poder político em Telavive e nalgumas circunstâncias não difere muito da extema – direita nazi.
Tal como ontem nos anos trinta, quando Hitler e Mussolini enchiam a boca das palavras paz e democracia, hoje existem personalidades “quase” semelhantes.
Uma delas até pretendia que lhe fosse atribuido o Prémio Nobel da Paz, não só porque foi ele que mais contribuiu para o fim de guerra Hamas- Israel, embora dúvidas continuem a subsistir, como declarou em plena Assembleia Geral das Nações Unidas, de já ter acabado com sete conflitos, o que não deixou de ser uma tremenda mentira, embora muitos democratas, não o pretendem contrariar, embora há alguns anos se riam com as “diatribes” do tal candidato a autocrata.
Tem vindo a público que Donald Trump quer acabar com as Nações Unidas, para ser ele a ocupar esse espaço no centro do mundo.
Trump pretendia ser Nobel da Paz, mas tudo aponta para vir a ser o Presidente da guerra híbrida, por agora, civil na América, para amanhã e quiçá confrontos alargados com as Democracias, aliado que será dos autocratas, muitos disfarçados de pseudo- democratas.
É a História a repetir-se.
Contudo, haja Esperança que a Palestina venha a ser um Estado com as respectivas instituições, com um governo, com moeda própria, uma diplomacia, fronteiras definidas e uma capital.
Que os investimos estrangeiros surgem, assim como a assistência financeira, para além da existência de uma força militar, cooperantes técnicos e programa de reconstrução.
Que se enverede para o lado certo dum Estado Democrático, onde a Liberdade e os Direitos Humanos prevaleçam.
Que a Paz Duradoura venha a ser uma realidade, base fundamental para a existência de dois Estados consolidados e livres!
Por: António Benjamim