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MOVA considera “inaceitável” silêncio em relação à nova liderança na Direcção Regional da Cultura

Passado um mês desde a saída da anterior Directora Regional da Cultura (DRAC), Sandra Garcia, o MOVA – Movimento pela Arte e Cultura nos Açores afirma que continua sem existir qualquer informação pública sobre a nomeação de uma nova liderança para a DRAC.
O Movimento considera esta situação “inaceitável” e “um sinal evidente do desnorte da tutela relativamente ao sector cultural”.
“Esta ausência prolongada de decisão, e a falta total de comunicação, revela fragilidade política, incapacidade de escolha e uma preocupante dificuldade em nomear alguém verdadeiramente capacitado para exercer funções num organismo essencial à política cultural da Região”, lê-se na nota.
Enquanto a “tutela hesita”, o MOVA salienta que “quem sofre é o sector cultural açoriano” e que, sem liderança estável, a DRAC vê “comprometido o seu funcionamento, desde a análise de candidaturas ao acompanhamento de projectos já em curso”.
De acordo com o Movimento, para os agentes culturais isto traduz-se em incerteza, atrasos e na sensação de que a Cultura continua a ser gerida por um poder político desautorizado, frágil e incapaz de assumir responsabilidades estruturais.
O MOVA lembra que esta é já a quarta mudança de liderança na DRAC em quatro anos, evidenciando um padrão de instabilidade que prejudica directamente a coerência e a continuidade das políticas públicas de cultura.
O Movimento reafirma que a DRAC deve ser liderada por “alguém com competência, visão estratégica e conhecimento aprofundado do sector”, e “não sujeita a jogos internos ou nomeações meramente políticas”.
“A Cultura Açoriana merece mais e precisa de instituições fortes, transparentes e capazes de responder às necessidades reais de quem nela trabalha”, afirma o MOVA.
O Movimento exige que o Governo Regional esclareça imediatamente o estado do processo de nomeação da nova direcção, as medidas que estão a ser tomadas para assegurar o normal funcionamento da DRAC durante este período de indefinição e de que forma pretende garantir estabilidade num organismo marcado por uma rotatividade considerada insustentável.
“A Cultura é um pilar da identidade e desenvolvimento do arquipélago. Não pode continuar refém da indecisão, da fragilidade política e da falta de rumo estratégico”, finaliza o comunicado. JHA

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