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SATA melhora resultados operacionais no terceiro trimestre, apesar de prejuízo acumulado de 36,3 milhões de euros

O Grupo SATA apresentou melhorias no terceiro trimestre do presente ano, sustentadas pela evolução positiva do EBITDA nas três empresas e por um resultado líquido de 7,8 milhões de euros na Azores Airlines. No entanto, apesar dos sinais de recuperação e da redução dos custos operacionais, o grupo permanece pressionado por um prejuízo acumulado de 36,3 milhões de euros: 33,3 milhões na Azores Airlines e 3 milhões na SATA Air Açores.
O Grupo SATA divulgou os resultados referentes ao terceiro trimestre deste ano, revelando melhorias operacionais e financeiras face aos períodos homólogos.
No terceiro trimestre, a Azores Airlines registou um resultado líquido de 7,8 milhões de euros, enquanto a SATA Air Açores apresentou um resultado positivo próximo dos 400 mil euros. Ainda assim, no acumulado até Setembro, a Azores Airlines soma 33 milhões de euros de prejuízo e a SATA Air Açores apresentou um resultado líquido ligeiramente abaixo dos 756 mil registados em 2024.
Segundo a nota de imprensa, as empresas do grupo registaram uma evolução positiva do EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) nos primeiros nove meses do ano, consolidando a tendência observada desde o início de 2025. De acordo com a transportadora área açoriana, estes indicadores “mostram os efeitos positivos do Plano de Sustentabilidade Financeira que está a ser aplicado desde meados de 2024”.
Na Azores Airlines, o EBITDA trimestral aumentou de 20,5 para quase 25 milhões de euros (+21%). Na SATA Air Açores, cresceu de 3,8 para 4,7 milhões (+23%). Já na SATA Gestão de Aeródromos, o EBITDA passou de negativo a positivo, tanto no trimestre como no acumulado de 2025. Já nos primeiros nove meses do ano, o EBITDA da Azores Airlines subiu de 15,6 para 25,2 milhões de euros, enquanto na SATA Air Açores evoluiu de 2,6 para 6 milhões de euros.
A SATA sublinha que os números “reforçam a tendência que se verifica desde o início de 2025 nas duas empresas”.
O CEO do Grupo SATA, Rui Coutinho, afirma que “os resultados do terceiro trimestre, bem como os resultados acumulados, mostram que estamos no caminho certo para equilibrar financeiramente a empresa, com uma aposta clara no controlo de custos, invertendo a tendência de aumentos de custos superiores à receita”.

Alteração significativa
no mix de rotas

O terceiro trimestre foi marcado por uma alteração significativa no mix de rotas, com maior aposta em operações domésticas com aeronaves próprias e de menor dimensão. Esta mudança resultou numa quebra de 11% de passageiros e numa redução de 19% na receita. “O ano de 2025 continua marcado por uma elevada competitividade no sector aéreo, com o mercado norte-americano mais contido face aos últimos anos, influenciado por factores geopolíticos”, refere a nota.
Apesar da queda na receita, os custos directos diminuíram 37%, sobretudo devido à redução nos gastos com combustível e à menor dependência de aeronaves contratadas, já que os custos com ACMIs caíram 65%. Os custos operacionais reduziram 27%. Contudo, os custos com pessoal aumentaram 4%, “fruto dos acordos celebrados em 2024 com impactos prospectivos”.
O resultado líquido trimestral subiu para 7,8 milhões (face aos 2,8 milhões do período homólogo).
No acumulado até Setembro, permanece negativo em 33,3 milhões, mas melhora 5% face ao ano anterior.

SATA Air Açores com crescimento de 14% na receita de passagens

A SATA Air Açores registou um crescimento de 5% no número de passageiros, traduzindo-se num aumento de 14% na receita de passagens. As receitas de handling cresceram 12%. Os custos aumentaram, mas acompanharam proporcionalmente o crescimento das receitas.
Houve ainda acréscimos significativos nos custos com ACMI (+1,4 milhões), devido ao atraso na retoma de uma aeronave, e nos custos com pessoal (+1,2 milhões), associados a acordos salariais. Apesar disso, o aumento das receitas permitiu um EBITDA 23% superior ao do ano anterior. O trimestre encerrou com um resultado líquido de 396 mil euros, ligeiramente abaixo dos 756 mil registados em 2024, enquanto no acumulado o prejuízo diminuiu para 3 milhões (face aos -8,2 milhões do período homólogo).

Gestão de Aeródromos com
um resultado líquido positivo
de 240 mil euros

A empresa registou crescimento das receitas graças ao aumento da actividade operacional e à actualização da estimativa de reequilíbrio financeiro prevista no contrato de obrigações de serviço público. Os custos mantiveram-se estáveis, resultando em EBITDA positivo.
No terceiro trimestre, a SATA Gestão de Aeródromos apresentou um resultado líquido positivo de 240 mil euros (contra o prejuízo de 239 mil no ano anterior), um EBITDA de 145 mil euros (face a -129 mil no período homólgo) e um crescimento de 23% nas receitas, totalizando 1,66 milhões de euros. O resultado acumulado até Setembro atingiu 885 mil euros positivos.
JHA

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