A Associação de Produtores de Atum e Similares (APASA) realizou, durante esta semana, em Ponta Delgada, a sua Assembleia Geral, reunindo os armadores da frota portuguesa de atum, a única que opera exclusivamente com o método selectivo e sustentável de Salto e Vara.
“Esta frota histórica tem sido um pilar fundamental para as exportações e para o sustento de inúmeras famílias açorianas”, lê-se na nota.
De acordo com o comunicado, apesar do carácter estatutário da reunião, a Assembleia ficou marcada pela forte preocupação e indignação dos profissionais do sector perante o “ataque sem precedentes que o Governo Regional dos Açores, através do Secretário Regional do Mar e a sua equipa, estão a conduzir contra toda a leira das pescas”.
Entre as medidas contestadas destacam-se a imposição das taxas de lota mais elevadas do país e, possivelmente, da Europa; o corte nos protocolos com as associações do sector, colocando em risco serviços essenciais; o fim dos programas de certificação e monitorização das pescas; e a ausência total de estratégia e de valorização de uma “actividade que é parte central da identidade açoriana e do desenvolvimento económico da Região”.
Perante esta situação, a Assembleia Geral deliberou contratar imediatamente apoio jurídico especializado para defesa da APASA e de todo o sector, bem como mandatar a Direcção para se opor com firmeza às medidas em curso e avançar com todas as formas de manifestação pública consideradas necessárias.
A APASA “lamenta profundamente” que o actual Governo Regional esteja a implementar “decisões que colocam o sector do atum açoriano no caminho da falência, enquanto procuram sustentar a Lotaçor, uma empresa debilitada por má gestão e sucessivo desinvestimento público”.
A Associação reforça ainda que continuará a defender, sem hesitações, uma actividade que “há séculos garante emprego, identidade e riqueza aos Açores”.
