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Memória Eterna! Democracia Perene!

Como os espanhóis costumavam afirmar: “Democracia Vale, Ainda e Sempre”.
Sabem do que falam, por ela milhões de espanhóis deram a vida, na pior de todas as guerras, a civil.
Sugere-se que revivemos a memória lendo a obra de Hemingway “ Por quem os sinos dobram”.
Outras das muitas vantagens da Democracia, é a possibilidade de se renovar, de reinventar-se, de encontrar novas formas de a exercer, com instituições e cidadãos mais atentos, perseverantes e resistentes.
A Democracia é o sistema que permite que os cidadãos pensem pelas suas cabeças, que tenham espírito critico, que questionem, façam perguntas e incomodem.
Desde os gregos, alguns séculos antes de Cristo, que Democracia, palavra por eles inventada, significa poder do povo.
Por mais voltas que se possam dar, sempre à palavra Democracia, estiveram associadas outras duas palavras, Igualdade e Liberdade.
Ficou célebre a frase atribuída no século XIX ao Presidente Lincoln dos Estados Unidos, que definiu eloquentemente a Democracia como sendo “Aquele Governo do Povo, Para o Povo e pelo Povo”.
Nestes primeiros anos do século XXI, voltamos a assistir ao ressurgir dos populismos, que se notabilizaram nos anos 30 do século XX.
São os piores inimigos da Democracia, bem secundarizados por muitos democratas traidores, para quem dinheiro e poder, valem mais do que prometeram ao Povo, que os elegeu e a quem juraram servir.
Estes democratas dos “interesses”, que pululam por aí, enganando tudo e todos, rasgando as vestes pela Democracia, para atrás do biombo, irem conspirando para a derrubar, estendendo passadeiras vermelhas, por onde desfilam, incólumes, populistas e demagogos, esses sim funcionando como autênticas incubadoras, por onde irão germinar os ditadores totalitários.
Mas “nada disto é novo”. Sempre em alturas de crise e guerras, aí estão eles, os homens providenciais de triste memória.
Felizmente que nos dias que correm lê-se e ouve-se, académicos respeitados, comentadores e jornalistas, empresários com preocupações sociais e políticos sérios a exercerem o seu dever de cidadania, alertando para o perigo que as sociedades correm, se não procurar cuidar da sua “Democracia”.
Apesar de todos os defeitos e insuficiências é ela o garante da existência do Estado de Direito e Social, de eleições livres, da liberdade de expressão, do liberalismo na economia com regras, da justa distribuição da riqueza, do combate às desigualdades e da luta contra a corrupção.
É à Democracia que se volta sempre.
É a ela que se recorre para libertar os cidadãos aprisionados pelas polícias políticas e terminar com a censura que cala e amordaça.
Começa a tornar-se preocupante o desinteresse de muitos jovens pela politica, apesar de bem apetrechados com conhecimentos na área das novas tecnologias, mas acomodados e apenas focados em se tornarem quadros de excelência com bons salários.
Aspirações legitimas, mas insuficientes para se tornarem cidadãos livres e conscientes.
Para além da boa preparação tecnológica, a formação nas “humanidades” tornou-se premente nestes “novos tempos”.
Disso já se aperberam empresários visionários, ao proporem e até exigirem, que os seus futuros quadros, estejam, igualmente, bem preparados em matérias como filosofia, ética, história, sociologia ou ciência politica.
Bil Gates é um digno exemplo!
Tem sido acompanhado por empresas de sucesso, que presando a Democracia têm vindo a inscrever nas suas políticas empresariais, não só preocupações ambientais como sociais.
Concluíram, antes dos outros, dai serem cidadãos de excepção, que não querem que os “neurónios” dos cérebros dos seus colaboradores venham a ser substituidos po “circuitos integrados”, para isso têm os “robots” e a inteligência artificial, de resto mais eficientes para o que pretendem.
Uma vez mais, não é preciso inventar, basta ler os sinais que a História nos revela.
Todas as ditaduras e totalitarismos, soçobraram perante as democracias.
Levaram décadas e até séculos, mas inexorávelmente acabaram.
A Democracia perdura há milénios.
Mesmo as democracias que procuram mascarar-se de iliberais, musculadas, autoritárias ou serem um “caldo” mal servido de um “regime dois sistemas”, como a China, irão terminar.
É uma questão de tempo.
Ao longo dos tempos, tem sido à Democracia, que lideres mundiais de visão e inteligência política, a ela recorreram para a resolução de conflitos, guerras e revoluções geradas por regimes ditatoriais, que pareciam “eternos”, fazendo das inevitabilidades bandeiras, mas cujos destinos acabaram em tragédias humanas, terminando os seus protagonistas por tombarem, às vozes lúcidas dos democratas, que faziam do diálogo, da liberdade, da confiança e da verdade, palavras de ordem para o sucesso.
Por: António Benjamim

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