Edit Template

CESA reúne associações de igualdade de género para identificar preocupações e propostas a apresentar às entidades governamentais

O Conselho Económico e Social dos Açores (CESA) reuniu com associações da área da igualdade de género, com o propósito de promover um espaço de partilha entre organizações representativas do sector; identificar preocupações e propostas a transmitir às entidades governamentais competentes; e reforçar o papel do CESA enquanto ponte entre a sociedade civil e o poder público, assegurando que estas associações são devidamente consideradas nos processos de decisão.
Segundo o comunicado enviado à redacção, no âmbito do Dia Internacional dos Direitos Humanos e com o objectivo de “reforçar a articulação entre o CESA e as associações da área da igualdade de género”, bem como “recolher contributos sobre as principais preocupações e prioridades actuais”, teve lugar uma reunião online que contou com a presença de seis entidades: APF – Associação Planeamento Familiar e Saúde Sexual e Reprodutiva dos Açores, ACEESA – Associação Centro de Estudos de Economia Solidária do Atlântico, Novo Dia – Associação Inclusão Social, CTFIS – Centro de Terapia Familiar e Intervenção Sistémica, Centro Apoio à Mulher Ponta Delgada e Associação Crescer em Confiança.
Entre as principais conclusões, o CESA destaca o consenso quanto à pertinência da iniciativa e a importância de realizar reuniões trimestrais deste âmbito; a necessidade de criar uma estrutura de suporte transversal a estas instituições para melhorar a intervenção junto dos utentes com problemáticas do foro mental, sublinhando que os “problemas associados à saúde mental foram sobejamente vincados por todos os intervenientes, especialmente ao nível da ausência de articulação entre as áreas da Saúde e Solidariedade Social, com implicações na duplicação de recursos e ineficácia no diagnóstico e tratamento destas pessoas”, dando o exemplo que “frequentemente as consultas são pagas por algumas destas associações e o encaminhamento está normalmente com dois anos de espera para o público e oito meses para o privado”.
Foi ainda mencionada a escassez de respostas ao nível da habitação e do combate às dependências; a necessidade de maior sensibilização e fiscalização do cumprimento da legislação relacionada com a economia social e os planos para a igualdade; a importância de introduzir a dimensão da Igualdade de Género na cultura organizacional das empresas; o aprofundamento dos dados estatísticos do sector empresarial; e a relevância de melhorar a distribuição das verbas, num sector que, em muitos casos, já se encontra subfinanciado.
No final da reunião, a Presidente do CESA solicitou a elaboração de um memorando, que servirá como ponto de partida para a organização de novas diligências e contribuirá para a formulação de propostas de políticas públicas mais eficientes e representativas dos seus ‘stakeholders’.
Segundo a nota de imprensa, considerando o Decreto Legislativo Regional que cria o CESA e o seu artigo 3.º, alínea j), que prevê na sua composição um representante das associações da área da igualdade de género, foi publicado, no final de Novembro de 2024, o edital referente ao processo de designação dos membros representativos deste órgão. A Associação Crescer em Confiança apresentou a sua manifestação de interesse e, neste mandato, é a entidade com assento no Plenário do CESA, representada pela Conselheira Célia Paiva.
Apesar desta representação formal, o Conselho declara que pretende manter uma “relação directa e próxima com todas as associações que actuam neste domínio, reconhecendo o valor da sua intervenção na sociedade açoriana”: “Pretendemos ouvir as suas preocupações, desafios e propostas, de forma a reforçar o papel do CESA como interlocutor junto das entidades governamentais e contribuir para políticas mais inclusivas e eficazes”.
De acordo com a mesma nota, o Conselho Económico e Social dos Açores, enquanto “órgão colegial independente de carácter consultivo” que tem por objetivo “fomentar o diálogo entre o poder político e a sociedade civil”, afirma-se como uma “plataforma institucional de diálogo entre a sociedade civil e os órgãos de governo próprio da Região Autónoma dos Açores, com expressão formal nas entidades e organizações que o integram: organizações sindicais e empresariais, autarquias locais, economia social, defesa do consumidor, defesa do ambiente, sector cooperativo, igualdade de género, pessoas com deficiência, ensino superior, juventude e especialistas nas áreas económica, social e ambiental”.

Edit Template
Notícias Recentes
Lusitânia em busca da terceira vitória consecutiva
Instituições do sector social da Maia apostam na qualificação dos seus quadros para melhor servirem
José Manuel Bolieiro destaca importância da transição digital e da inteligência artificial para a “eficiência e transparência”
Lagoa recebeu dirigentes associativos das comunidades portuguesas
Drones podem acelerar a entrega de desfibrilhadores automáticos externos a quem sofre paragem cardíaca
Notícia Anterior
Proxima Notícia

Copyright 2026 Correio dos Açores