Só quem está completamente “off side” do que é competir num grau de extrema intensidade, desgaste mental e físico, poderia pedir mais aos jogadores da equipa do Santa Clara na partida da noite de domingo com o FC Arouca.
Sem os castigados Frederico Venâncio, Paulo Vitor e Lucas Soares, com o ausente Diogo Calila, os lesionados Pedro Pacheco (de longa duração) e Matheus Pereira e com Vinicius a regressar após quatro semanas com problemas físicos, Vasco Matos teve de colocar a titular pela primeira vez no campeonato Henrique Silva (esteve em grande plano), entrando Tiago Duarte quando MT magoou-se, esperando-se que não seja grave. No banco, sem utilização, estiveram mais dois jogadores da equipa de sub 23, Adriel Moraes e Tiago Queiroz. O já habitual Djé Tavares jogou parte dos segundos 45 minutos.
Notou-se uma equipa desgastada porque a maioria dos jogadores actuou cerca de 215 minutos em seis dias. Era difícil fazerem melhor. Não efectuaram um jogo ao nível dos anteriores. Faltou ligação entre os sectores, muitos passes falhados e a intensidade foi média.
Os jogadores, os treinadores e toda a estrutura foram desrespeitados pela Liga ao não marcar o jogo para segunda ou para terça feira como fizeram-no com as SAD dos clubes com voz mais forte, causando nervos nos responsáveis.
Mesmo assim, os jogadores do Santa Clara remataram à baliza defendida por Nico Manti por 9 vezes, cinco direcçionados à baliza, proporcionando ao guarda redes do Arouca cinco defesas. Os jogadores tentaram o golo por sete vezes e a provar a maior apetência ofensiva, mesmo sem repetirem o que já concretizaram anteriormente, o FC Arouca teve sete pontapés de baliza.
Os atletas da equipa arouquense remataram por 8 ocasiões, só dois enquadrados. As tentativas de golo foram 4 e Gabriel Batista só efectuou duas defesas. Os ataques só “deram” ao Santa Clara 5 pontapés de baliza.
Foi a melhor assistência da época: 2 029 espectadores e a pontuação do relvado foi de 7,5 estrelas no máximo de 10. Pela terceira vez esta época.
