Depois dos sinais de trânsito, foi afectada agora uma torre de comunicações. Os ladrões levaram cabos e uma parte da estrutura.
A Vila de São Sebastião voltou a ser alvo de actos de vandalismo nos últimos dias. Depois de roubados sinais de trânsito, foram agora levados cabos e outros equipamentos de uma torre de telecomunicações.
Ao que o Diário Insular apurou e como mostram as fotografias publicadas, foi levado um dos pés de uma torre de telecomunicações. Estão visíveis também marcas de tentativas de cortar outras partes da estrutura.
Foram ainda roubados cabos, que continham cobre, e outros equipamentos, que afectaram o funcionamento da estrutura, deixando aquela zona da ilha sem comunicações de redes móveis.
A situação já terá sido reposta, mas as comunicações ainda apresentam algumas falhas, segundo relatos de moradores.
O DI tentou obter mais informações junto da MEO, operadora a quem pertence a torre de telecomunicações, mas até ao fecho da edição não obteve respostas às questões colocadas por escrito.
Já antes tinham sido roubados
cerca de 100 sinais de trânsito
Recorde-se que já antes destes actos de vandalismo tinham sido roubados perto de uma centena de sinais de trânsito da ilha Terceira.
O caso foi entregue à Polícia de Segurança Pública (PSP), mas questionada ontem, por DI, a delegada das Obras Públicas da Ilha Terceira, Otília Martins, disse ainda não ter novidades sobre a identificação dos autores dos crimes.
Os furtos começaram sobretudo nas freguesias de São Sebastião e Porto Judeu, tendo-se alargado posteriormente à Via Vitorino Nemésio.
“Estão a cortar com rebarbadora a parte de baixo. Os sinais em si foram depositados numa ravina nas Contendas, em São Sebastião”, relatou, em meados de Novembro, Otília Martins, ao DI.
Para além de levarem sinais de trânsito, os ladrões retiraram também ferro de placas nas pontes que conduzem aos caminhos paralelos na Via Vitorino Nemésio.
“É um crime público. Está-nos a preocupar, porque está a ser colocada em risco a segurança dos condutores. É uma questão de segurança quer para residentes, quer para turistas”, alertou, na altura, Otília Martins.
