Edit Template

Japão está a caminho de se tornar o terceiro maior investidor mundial no sector da defesa

O Japão aprovou um plano de orçamento de defesa recorde superior a 9 triliões de ienes (48.82 milhões de euros) para o próximo ano, com o objectivo de fortalecer sua capacidade de contra-ataque e defesa costeira com mísseis de cruzeiro e arsenais não tripulados, à medida que as tensões aumentam na região.
Segundo a “Euronews”, o projecto de orçamento para o próximo ano fiscal de 2026, que terá início em Abril, representa um aumento de 9,4% em relação a 2025 e marca o quarto ano do programa quinquenal em curso do Japão para duplicar as despesas anuais com armamento para 2% do produto interno bruto.
“É o mínimo necessário, uma vez que o Japão enfrenta o ambiente de segurança mais severo e complexo da era do pós-guerra”, declarou o ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, sublinhando a determinação do seu país em prosseguir o reforço militar e proteger o seu povo.
“Não altera o nosso caminho como nação amante da paz”, afirmou.
O plano orçamental deve ser aprovado pelo Parlamento até Março para ser aplicado no âmbito de um projecto de orçamento nacional de 122,3 biliões de ienes (663 mil milhões de euros).
De acordo com a “Euronews”, o programa quinquenal de reforço da defesa tornaria o país o terceiro maior gastador do mundo, a seguir aos Estados Unidos e à China.
O governo de Takaichi planeia financiar as suas crescentes despesas militares através do aumento dos impostos sobre as empresas e o tabaco, e adoptou recentemente um plano de aumento do imposto sobre o rendimento com início em 2027. As perspectivas de crescimento futuro numa percentagem mais elevada do PIB permanecem pouco claras.
A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, disse em Novembro que as forças armadas do seu país poderiam envolver-se se a China tomasse medidas contra Taiwan, a ilha autónoma que Pequim diz dever ficar sob o seu domínio.
O governo de Takaichi, sob pressão dos Estados Unidos para um aumento das forças armadas, comprometeu-se a atingir o objectivo de 2% até Março, dois anos antes do previsto.
O Japão também planeia rever a sua actual política de segurança e defesa até Dezembro de 2026 para reforçar ainda mais as suas forças armadas.
A “Euronews” relata também que o Japão tem vindo a reforçar a sua capacidade ofensiva com mísseis de longo alcance para atacar alvos inimigos à distância, o que representa uma grande ruptura com o princípio pós-Segunda Guerra Mundial de limitar o uso da força à sua própria auto-defesa.
A actual estratégia de segurança, adoptada em 2022, aponta a China como o maior desafio estratégico do país e apela a um papel mais ofensivo para a Força de Autodefesa do Japão no âmbito da sua aliança de segurança com os Estados Unidos.
O novo plano orçamental inclui uma compra de 177 mil milhões de ienes (960,2 milhões de euros) de mísseis superfície-navio Type-12 desenvolvidos e melhorados internamente, com um alcance de cerca de 1 000 quilómetros.
A “Euronews” refere que o primeiro lote de mísseis Type-12 será instalado na prefeitura de Kumamoto, no sudoeste do Japão, em Março, um ano antes do previsto, numa altura em que o Japão acelera a instalação de mísseis na região.
Em parte, devido ao envelhecimento e ao declínio da população do Japão e às suas dificuldades com um exército com poucos efectivos, o governo considera que as armas não tripuladas são essenciais.
Para defender as costas, o Japão vai gastar 100 mil milhões de ienes (542,5 milhões de euros) para instalar drones aéreos, marítimos e submarinos não tripulados “maciços” para vigilância e defesa, no âmbito de um sistema denominado “SHIELD”, previsto para Março de 2028, informaram as autoridades do ministério da Defesa.
Para 2026, o Japão planeia gastar mais de 160 mil milhões de ienes (867 milhões de euros) no desenvolvimento conjunto de um caça da próxima geração com a Grã-Bretanha e a Itália para ser utilizado em 2035. Há também planos para a investigação e desenvolvimento de drones operados por inteligência artificial (IA9 concebidos para voar com o jacto.

Edit Template
Notícias Recentes
Lusitânia em busca da terceira vitória consecutiva
Instituições do sector social da Maia apostam na qualificação dos seus quadros para melhor servirem
José Manuel Bolieiro destaca importância da transição digital e da inteligência artificial para a “eficiência e transparência”
Lagoa recebeu dirigentes associativos das comunidades portuguesas
Rússia ordena apreensão de activos russos de mais cinco empresas europeias
Notícia Anterior
Proxima Notícia

Copyright 2026 Correio dos Açores