A Associação LPAZ, em colaboração com o Museu de Santa Maria, o Município de Vila do Porto e a Agência Espacial Portuguesa, organizou o colóquio “O que fica do que passa – o Património Arquitectónico do Aeroporto de Santa Maria”, que teve lugar na sede da Agência Espacial Portuguesa, seguido de uma visita guiada ao Lugar do Aeroporto.
Este encontro, que decorreu no final de Novembro e cujo a nota de imprensa foi divulgada no passado fim-de-semana, constituiu um “importante momento de reflexão e partilha em torno do património arquitectónico industrial dos Açores”, em particular daquele que se relaciona, directa e indirectamente, com a aviação e as comunicações no Atlântico Norte.
De acordo com o comunicado, o colóquio contou com a participação de reconhecidos estudiosos da arquitectura em Portugal, de um representante da Ordem dos Arquitectos nos Açores, bem como dos arquitectos responsáveis pelos projectos de reabilitação de vários imóveis do Lugar do Aeroporto, espaço classificado como Imóvel de Interesse Público, sublinhando a relevância da salvaguarda e valorização deste conjunto patrimonial único.
A iniciativa integrou-se nas comemorações do Acordo de Santa Maria, de 28 de Novembro de 1944, e da Convenção de Chicago sobre a Aviação Civil Internacional, de 7 de Dezembro de 1944, dois marcos históricos que tiveram um impacto decisivo na construção da Base Aérea Americana de Santa Maria (1944–1946), na integração de Portugal na nova ordem mundial do pós-guerra e no papel estratégico desempenhado pelo Aeroporto Internacional de Santa Maria na ponte aérea transatlântica.
“Ao longo destes dois dias, foi reforçada a consciência de que este património arquitectónico não representa apenas o passado, mas constitui também um legado vivo, fundamental para compreender como Santa Maria e os Açores se afirmaram como um território central nas rotas globais da aviação civil e das comunicações, libertando o arquipélago das amarras do mar e projectando-o no mundo”, finaliza a nota.