A SATA publicou uma nota de esclarecimento sobre o transporte de carga aérea na Região, após o descontentamento verificado pelo sector das pescas e do comércio relativamente à informação de que a ausência de equipamentos de raio-X conforme as normas europeias em alguns aeroportos da Região travaria o escoamento de pescado fresco.
Segundo a SATA, o Regulamento da União Europeia n.º 2015/1998, de 5 de Novembro que estabelece as medidas detalhadas de execução das normas de base comuns sobre a segurança da aviação civil, determina que só podem ser utilizados equipamentos de Raios X de visão única no rastreio de carga e correio até 31 de Dezembro de 2025. Assim, a partir de 1 de Janeiro, todos os aeroportos dos Açores terão de estar equipados com equipamentos “Dual View”.
A nota refere que, sem prejuízo dos “esforços atempadamente desenvolvidos pelo Grupo SATA na aquisição dos equipamentos para o rastreio de carga e correio” para as ilhas Graciosa, São Jorge, Flores, Faial e Santa Maria este equipamento ainda não está disponível, aguardando na maioria dos casos o seu desalfandegamento.
De acordo com o Grupo SATA, enquanto se aguarda pela instalação desses equipamentos, que se espera até meados do mês de Janeiro, embora “esteja dependente de fornecedores externos e das disrupções sentidas nas cadeias de abastecimento”, a SATA, em cooperação com os parceiros aeroportuários “estabeleceu algumas medidas mitigadoras com vista a assegurar o cumprimento dos procedimentos exigidos, tirando o melhor partido das condições que se verificam em cada uma das infra-estruturas aeroportuárias”.
Trata-se de soluções de transição, adaptadas ao tipo de carga a transportar e ao aeroporto de expedição e que estão a ser apresentadas aos agentes que recorrem habitualmente aos serviços da SATA Cargo. Os expedidores que têm o estatuto de Expedidor conhecido ou Agente Reconhecido, não estão sujeitos a qualquer condicionante, uma vez que são considerados como parte integrante da cadeia segura de abastecimento.
O Grupo SATA afirma que tem vindo, ao longo dos últimos anos, a “envidar esforços para garantir que expedidores têm à sua disposição as ferramentas necessárias para que possam conquistar mais autonomia na expedição de carga aérea”.
“Desde 2021, têm sido realizadas acções de sensibilização, incentivando-os a aderirem à cadeia segura de abastecimento, uma vez que esta acreditação garante a sua autonomia, reduz a dependência de rastreio externo e acelera significativamente o processo de aceitação da carga, salvaguardando-se as condições de segurança necessárias para o transporte aéreo”, finaliza o comunicado.
José Henrique Andrade
