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Catarina Manito classifica 2025 como “desafiante” e aponta água e habitação como prioridades para o presente ano

A Presidente da Câmara Municipal da Madalena, Catarina Manito, faz um balanço de 2025, ano que classifica como “desafiante” e de “fecho de um ciclo”. Ao ‘Correio dos Açores’, destaca como principais prioridades do executivo a requalificação do parque escolar, o abastecimento de água e a habitação. Para 2026, aponta como grandes desafios a resolução da situação da Madalenagir, o desenvolvimento económico e o apoio aos empresários locais. A autarca sublinha ainda a importância de dar continuidade às iniciativas estratégicas do município, assegurando investimento e qualidade de vida para a população.
Correio dos Açores – Que balanço faz do ano que agora termina e em que sectores se verificaram maiores avanços e investimentos por parte do município?
Catarina Manito (Presidente da Câmara Municipal da Madalena) – Nós estamos a falar de um ano que representa um fecho de um ciclo, portanto foi um ano em que terminou o mandato e que culmina nas eleições autárquicas, nas quais saí vencedora juntamente com este projecto desta equipa.
O período de 2025 foi desafiante, foi de mudanças e onde nos inteiramos e continuamos a desenvolver o trabalho, nomeadamente em relação áquilo que são as principais medidas deste executivo, desta equipa e desta autarquia que são a requalificação do parque escolar, o abastecimento de água à população e a habitação, que é algo que nos preocupa a todos, mas ao concelho da Madalena, o único dos Açores que cresceu neste aspecto, preocupa particularmente.

Que objectivos ficaram por concretizar e que constrangimentos impediram a sua concretização?
Nós temos os constrangimentos e as dores de crescimento que são comuns a muitos outros municípios. As nossas dificuldades prendem-se também com a falta de mão-de-obra, com a falta de empreiteiros disponíveis e com concursos públicos eventualmente vazios. Mas acho que são problemas que são característicos e comuns a várias autarquias dos Açores e até do país.
Há muita coisa que ficou por concretizar, mas essas coisas fazem parte dos manifestos e das intenções deste município para este novo mandato, portanto não podemos dizer que ficaram por fazer, podemos afirmar que são para ser executadas.
Os pontos que referi como a requalificação do parque escolar, o abastecimento de água e a habitação são realmente pontos fundamentais para o nosso desenvolvimento e é isso que nos temos que nos focar.
Os problemas de uma autarquia com a dimensão da nossa são sempre os obstáculos comuns, de falta de financiamento, dificuldades de acesso e todos os outros que normalmente são semelhantes a muitas outras.

Que preocupações ou lacunas considera que ainda persistem no município?
O município da Madalena está em franca expansão e crescimento e conta com um perfil económico muito forte, muito pujante e em constante desenvolvimento.
O tecido empresarial, que continua a modernizar e a querer crescer, faz com que nós, e até com a candidatura aos bairros digitais, precisássemos de os acompanhar e apoiar e acho que é para isso que servem as instituições públicas e os municípios. Nós temos que caminhar lado a lado com eles, garantindo-lhes condições para desenvolverem economicamente as suas áreas. E é isso que a Madalena tem tentado fazer.
Vamos continuar a melhorar este caminho que fazemos todos os dias ao lado dos nossos empresários, porque somos realmente um território onde é bom viver, investir e passear. Compete à autarquia ter a capacidade, com os seus instrumentos de investimento, potenciar e proporcionar aos seus empresários a capacidade para continuarem a crescer e a investir.

Tendo em conta o Orçamento Municipal para 2026, que margem de manobra existe para avançar em direcção aos objectivos definidos?
Todos os objectivos que foram definidos utilizam em grande parte o financiamento proveniente de candidaturas aos fundos comunitários e do PO 2030 e que esperamos conseguir concretizar, nomeadamente a requalificação do parque escolar, para onde vai a grande fatia da verba do PO 2030, praticamente 3 milhões de euros e 2 milhões e meio que irão para o abastecimento de água. São mesmo dois eixos fundamentais e vemos a principal fonte de financiamento ser no programa como assim tem que ser.

Quais são as principais ambições e prioridades do município para 2026?
Queremos primeiro que tudo resolver de uma vez por todas o problema e situação com a Madalenagir, voltando a ter os bens para o erário público, resolvendo a situação de contracto de arrendamento de uma vez por todas.
Este é um dos principais objectivos que esperamos ver resolvido já no início do ano, porque depois de solucionada esta situação ficaremos com maior capacidade para fazer investimentos próprios e para continuar a caminhar lado a lado com as suas gentes potenciando sempre o crescimento económico e social deste concelho.

Quais os desafios que prevê para o próximo ano?
Um dos desafios é o de conseguirmos acompanhar o desenvolvimento económico deste concelho, potenciando-o até. Nós temos feito um grande trabalho de promoção deste território no âmbito da sua produção vitivinícola, uma vez que somos a capital dos Açores da vinha e do vinho.
Mas acho que os principais desafios para os próximos anos, não digo só para o este novo, são na realidade a habitação e o abastecimento de água.

Que mensagem é que gostaria de deixar aqui à comunidade?
Deixo uma mensagem de esperança, de solidariedade, de incentivo e de resiliência, porque é isso que caracteriza esta comunidade e que caracteriza o espírito desta equipa. Nós queremos, juntamente com a nossa comunidade, continuar a desenvolver economicamente e socialmente este concelho que tanto nos orgulha.
Diogo Simões Pires

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