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E se não fosse o infortúnio a festa seria a mesma?

Os resultados da equipa do Santa Clara não correspondem à maioria das exibições. O arranque foi fraco, decepcionante até. A participação nos seis jogos da Liga Conferência atrapalharam. Porém o grupo cresceu. A ponta de sorte que teve na época passada não sobrou nesta.
Na edição anterior ganhou jogos com golos solitários vindos de lances que os deuses ajudaram. Como, por exemplo, o guarda redes a pontapear a bola contra Vinicius e a ser golo. E outras situações!
Neste ano as boas exibições não são coroadas com pontos. São golos oferecidos como no jogo de domingo, assistido pro 5 338 pessoas, ou são decisões de arbitragem que retiraram pontos.
O Santa Clara possui, a um jogo do fim da primeira volta (está em atraso a partida na Madeira com o Nacional), 16 golos sofridos, os mesmos da época passada pela mesma altura. O que tem afectado é o ataque. A marcação de golos. São menos sete que correspondem a muitos pontos, quase metade num ano.

Mais bola do FC Porto sem…

A montagem táctica de Vasco Matos perante uma equipa a passar por momento de alta confiança e com rendimentos de outra dimensão, foi a ideal. Compenetração total na defesa e tentar o contra golpe.
A posse de bola foi do FC Porto, mas nada de entrar na área e criar perigo. A velocidade e a valia de William Gomes é que desequilibrou. Com um remate perigoso.
O Santa Clara mantinha Gabriel Silva como o mais adiantado. Foi um herói perante o gigante Jan Bednarek. Deu-lhe muitíssimo trabalho. Ganhou-lhe vários lances. Levou pancada. E só viu um “amarelo”. O único para o defesa internacional polaco, considerado o melhor em campo do FC Porto, foi quando impediu, com o braço na cara de Gabriel, que se isolasse. Afinal só estavam decorridos 11 minutos.
Ainda na sexta feira o defesa do Sporting, Gonçalo Inácio, foi expulso com vermelho directo por uma situação semelhante. Mas nessas circustâncias já se sabe como a balança não é equilibrada.

Fica a incógnita: sim ou talvez

É uma incógnita afirmar que se não fosse o azarado lance de Gabriel Batista o FC Porto poderia não ter ganho. Mas como o jogo se desenrolava, como a defesa se portava e com as alternativas existentes para o ataque, o Santa Clara poderia ter pontuado.
A seguir ao golo Vasco Matos foi audaz. Perdido por um, perdido por dois. Lançou jogadores para o ataque e empurrou a melhor equipa do campeonato para a defesa. Brenner Lucas teve quatro arrancadas e um remate que deixaram atentos os opositores. Até a queimar tempo, quando estas equipas se queixam pelos grupos inferiores fazerem-no. Mas na altura do tremor pela qualidade adversária, tudo é posto em campo.
No final, os efusivos abraços dos vários elementos do banco de suplentes do FC Porto e entre os jogadores, a comunhão de festejos com os muitos adeptos, a maioria da ilha de São Miguel, deram a sensação de que ganharam efectivamente com sorte a uma equipa cuja pontuação e posição classificativa não se coaduna com a valia de grupo. Até pareceu que já são campeões. Mas o treinador sabe o que lhe aconteceu no Ajax!
O Santa Clara acabou por ter mais 5 remates (13) do que o FC Porto (8: quarto na aérea e 1 fora). Dois dentro da área, sete fora e quatro bloqueados pelos defesas do FC Porto, que só dispôs de uma grande oportunidade de golo. Até nas faltas a equipa candidata ao título ganhou por duas (22 contra 20).

Confirmações e mais jovens

Antes de se falar dos jovens, referências para Luís Rocha, que perante a força da natureza de Samu, anulou-o, não se refletindo a diferença de 18 anos, e de Sidney Silva. Adriano, Lucas, Pedro Ferreira igualmente em grande.
Wendell Silva não esteve entre os eleitos e com as saídas de Carter (Farnese) e de Matheus Pereira (Toronto), com a suspensão de Serginho e a lesão grave de MT (operado no Porto, não joga mais está época) as alternativas foram os jovens das equipas de sub 23 e de sub 19.
O defesa Henrique Silva e o médio Djé Tavares, titulares, parecem que jogam há anos. Perfeitos. Seguros. Confiantes e com qualidade.
No banco estiveram ainda Adriel Morais, Tiago Duarte, dos sub 23, e o júnior Luiz Otávio, com 18 anos e sete golos na época.

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