O Santiago FC é o primeiro protagonista da edição 53 da Taça de São Miguel de futebol, ao eliminar o Desportivo de São Roque, de um patamar superior.
O favoritismo da equipa que reparte com o Santa Clara B o primeiro lugar do Campeonato de Futebol dos Açores não aconteceu no final dos 222 minutos de jogo jogado e da marcação de pontapés da marca de penálti para se encontrar o vencedor.
O Santiago FC, sexto classificado do campeonato micaelense com quatro pontos em três jogos, esteve a perder. Aos 55 minutos o guineense Augusto Imbundé pôs a formação de São Roque a ganhar.
Aos 71m Ricardo Varão empatou, resultado que se manteve até ao final dos 90+7 minutos adicionais concedidos pelo árbitro do quadro nacional, Gaspar Amaro.
No prolongamento de meia hora, com mais dois minutos de compensação, não houve golos.
No desempate por penaltis, os jogadores do Santiago FC Paulo Borges, Simão Andrade, André Costa e Francisco Borges converteram. Por parte do GD São Roque somente Flávio Varela e Marcelo Castro marcaram.
A festa em Água de Pau pertenceu aos da casa, que ganharam a prova por duas vezes: 1997/98 e 1999/2000.
Num jogo intenso, o jovem árbitro foi ao bolso para exibir 11 cartões amarelos. Cinco foram no prolongamento. Na contabilidade por equipa, os atletas do Desportivo São Roque viram seis e os do Santiago FC cinco.
Um só golo para tanto domínio
No Pico da Pedra, a noite fria e com chuviscos de sábado não impediu vários espectadores de assistirem ao Vitória- Santa Clara B. Jogo grande até no preço dos ingressos: 5 Euros.
Com uma postura defensiva bem estruturada, a equipa do Vitória, quarta no campeonato da ilha de São Miguel, convidou a forte formação do Santa Clara B a atacar com grande insistência. As abordagens junto da baliza defendida por Frederico Dinis não tiveram sucesso em toda a primeira parte. Lucas Reis criou muitas jogadas pela esquerda mas nunca encontrou um companheiro para o remate “fatal”.
A cortina defensiva do Vitória exibiu-se em bom plano, muito concentrada, eficaz e prática. Os centrais Rodrigo Matos (rendido por Fábio Amaral quando esgotou) e o parceiro do lado Leandro Costa, reforçados com Emanuel Costa, valeram-se do posicionamento e da destreza.
Cerca dos 14 minutos uma contrariedade para o Santa Clara B. O defesa central Marcos Pacheco lesionou-se, sendo rendido por Miguel Ventura, que se postou como lateral esquerdo, passando para o centro da defesa o lateral esquerdo aniversariante (29 anos) Elson Santos.
A mudança não trouxe problemas de funcionamento e de entrosamento à formação de Ponta Delgada. Miguel Ventura, agora como mais tempo de jogo, apresentou-se acutilante e com “performance” muito positiva.
Depois de uma primeira parte sem ter criado chances de golo em função do que jogou, o Santa Clara B conseguiu desmontar a defesa da equipa do Vitória aos 58 minutos. A boa combinação ofensiva com a bola a passar por Lucas Reis e Ruben Pestana, acabou com um potente remate do terceirense Leonardo Ponte (Kaipira).
O Vitória iniciou um novo processo. Pressionou mais próximo da área do Santa Clara B, mas a toada do jogo continuou a pertencer à turma treinada por Danildo Acciolly. A direcção dos remates foi deficiente, evitando que mais algum golo lhe pertencesse.
As faltas de Jean Sales e do lesionado Diogo Medeiros no centro de ataque retiraram referências ao Santa Clara B, que não foram colmatadas pelo inadaptado Rafa Benevides.
Viu-se na equipa do Pico da Pedra um sentido de jogo bem interpretado. Ciente das limitações, jogou dentro das possibilidades. Hugo Moniz entrou aos 60 minutos, mas não deu o alento que a equipa precisava.
O perigo do Vitória surgiu num livre de Emanuel Costa, na parte final da primeira parte, e num remate de Valtinha na segunda. O guarda redes brasileiro Cristian Lima (1,92 metros de altura aos 23 anos) não teve muito trabalho na estreia na baliza do Santa Clara B.
“Nova” defesa segurou a baliza
O União Micaelense afastou o Desportivo de Rabo de Peixe da Taça de São Miguel. Ganhou por 2-0. Ao quarto jogo pela equipa, Hugo Tavares (Besugo) marcou o primeiro golo. Surgiu aos 48 minutos. Aos 90+5m Francisco Branco fechou a qualificação do clube de Ponta Delgada para os quartos de final.
O treinador Hugo Carreiro procedeu a cinco alterações no “onze” em relação ao último jogo. Quatro delas no sector defensivo, face às ausências de André Cordeiro, de Jonathan, de Luís Barbosa e de Xexé. Além daqueles, Manuel Pacheco e Rodrigo Simão foram preteridos.
A aposta nos jovens da sua formação foi vincada, aproveitando também as disponibilidades temporárias de Martin Paiva (19 anos) e de Francisco Branco (19). Luís Freitas (19) alinhou de início, mas no banco estiveram os ainda sub 19 Nicolau Cabral, Cristiano Raposo (ambos com 17 anos) e João Reçonha (18).
Nota para o regresso de Manuel Câmara. Não jogava desde 26 de Outubro, com apenas 28m de utilização. Actuou 23m na noite de sábado.
O experiente guarda redes Gustavo Cunha foi expulso aos 60m quando já havia sido substituído. O árbitro Diogo Botelho exibiu ainda quatro “amarelos” para atletas de cada equipa.
O Desportivo de Rabo de Peixe, sem as recentes aquisições Morata e Mleya, ainda não foi desta que evitou uma derrota. Já vai em 10 partidas sem ganhar, oito seguidas, com apenas dois empates.
Notam-se melhorias no grupo, mas a “alma” tão característica das equipas do Desportivo ainda não vigora.
Quartos adiados
Os quartos de final estão marcados para os dias 7 e 8 de Fevereiro, mas serão certamente adiados porque coincidem com a participação da selecção da Associação de Futebol de Ponta Delgada na fae final nacional da Taça das Regiões da UEFA.
Para além das equipas qualificadas do União Micaelense, do Santiago FC e do Santa Clara B, estão apuradas, por terem ficado isentas, o CD Santo António, o Sporting Ideal e o Benfica Águia.
Para a quarta feira, dia 21 de Janeiro, jogam Operário-CD Oliveirenses e FC Vale Formoso-Águia dos Arrifes para totalizar os oito clubes participantes.
A equipa C do Santa Clara, a competir no campeonato da ilha de São Miguel, não pode participar na “taça” por o clube já estar representado com a equipa B.
Cada eliminatória joga-se numa só “mão”.
Contrariamente aos anos anteriores, as equipas de Divisões superiores não têm de jogar nos campos das equipas de escalões inferiores. O sorteio não fica condicionado.
