Num período de intensas reestruturações geopolíticas, incerteza energética e debates sobre a autonomia estratégica da União Europeia, Chipre assume a Presidência do Conselho da UE, num momento caracterizado por desafios crescentes, mas também por oportunidades cruciais.
Segundo a “Euronews”, Nicosia é chamada a gerir um ambiente europeu complexo, com frentes abertas como o apoio à Ucrânia, a segurança no Mediterrâneo Oriental, a migração e a transição energética.
Ao mesmo tempo, a Presidência cipriota ambiciona reforçar o papel dos Estados-membros mais pequenos e promover a coesão e a integração europeia.
Neste contexto, Nicósia recebeu ontem os líderes das instituições europeias e os chefes de Estado para a cerimónia de inauguração da Presidência cipriota.
De acordo com a “Euronews”, o Presidente da República de Chipre, Nicos Christodoulides, terá uma série de encontros de alto nível, com destaque para a reunião quadrilateral à tarde com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy.
De acordo com a “Euronews”, o Presidente Christodoulides teve uma reunião bilateral com o presidente ucraniano, seguida de encontros com António Costa, o presidente libanês Joseph Aoun e o ministro do Petróleo do Egipto.
Nas suas declarações, Christodoulidis expressou a sua certeza de que a Presidência cipriota cumprirá a sua obrigação institucional, com o objectivo de reforçar a autonomia europeia e impulsionar ainda mais a integração europeia.
