O Presidente do Conselho de Administração da Fundação Luso-Americana (FLAD) para o Desenvolvimento, Nuno Morais Sarmento, apresentou a sua demissão, que foi aceite, com efeitos a partir do passado dia 5 de Janeiro. A informação consta de um comunicado divulgado ontem pela FLAD.
Desde Agosto de 2024, Nuno Morais Sarmento exercia funções como Presidente da Fundação Luso-Americana para o mandato de 2024-2029.
De acordo com a mesma nota de imprensa, nos últimos 16 meses à frente da Fundação, Nuno Morais Sarmento procedeu a uma “vasta reorganização interna”, procurando, por um lado, transformar a FLAD numa “casa aberta e mais próxima dos cidadãos” e, por outro, prepará-la para “os novos tempos e os avanços tecnológicos em particular os desafios colocados pela inteligência artificial”.
Segundo a Fundação, durante o ano de 2025, Morais Sarmento conduziu as comemorações dos 40 anos da FLAD, que terminaram com “um espectáculo memorável” no Carnegie Hall, em Nova Iorque, juntando de “forma inédita” uma grande parte da comunidade luso-descendente.
“Os próximos anos, especialmente o ano de 2026, em que a FLAD comemora os 250 anos da Independência dos Estados Unidos da América, serão de grande exigência, obrigando a um elevado número de viagens de longo alcance, como é o caso das viagens para os EUA”, refere a Fundação.
Ainda de acordo com a Fundação Luso-Americana, “face a tudo o atrás exposto, e à exigência do cargo, o Nuno Morais Sarmento entendeu, não poder neste momento, garantir as condições pessoais e de saúde necessárias à sua completa realização”, tendo sido este o motivo que levou o Presidente da FLAD a pedir a cessação das actuais funções.
Nuno Morais Sarmento é licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa, Escola de Lisboa (1984), e pós-graduado em Direito Comunitário pelo Centro de Estudos Europeus da Universidade Católica Portuguesa (1996).
No seu percurso profissional, foi membro fundador da Comissão Nacional de Protecção de Dados; membro da Comissão de Protecção de Dados Pessoais (1994); membro do Conselho Superior do Ministério Público (1997); Ministro da Presidência do XV Governo (2004); Ministro de Estado e da Presidência e dos Assuntos Parlamentares do XVI Governo (2005); árbitro do Centro de Arbitragem da Câmara de Comércio Luso-Brasileira (2009); e advogado na área de resolução de litígios, com 30 anos de experiência em arbitragem, contencioso e resolução de litígios, possuindo particular especialização em exportação e comércio internacional, com um foco especial no mercado moçambicano. Integra a PLMJ – Sociedade de Advogados, SP, RL, desde 1995, sendo sócio desde 2000.
Foi ainda membro dos Conselhos Europeus de Assuntos Gerais, Migrações e Media (2002-2005), responsável pela coordenação da relação e negociação com os EUA relativa à Base das Lajes (2002-2005), e membro da Autoridade de Controlo Comum de Schengen, em representação do Estado Português, em 1995.
