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A protecção às equipas portuguesas com mais adeptos

DIRIGENTES, TREINADORES, JOGADORES E SIMPATIZANTES dos três clubes que granjeiam 90% de atenção a todos os níveis, queixam-se semanalmente. Ou porque foram prejudicados pelas arbitragens, ou porque os seus principais opositores foram beneficiados.
No final de cada época o balanço favorece sempre SL Benfica, FC Porto ou Sporting CP. Sempre. Os clubes concorrentes são muito penalizados. Que o diga o Santa Clara esta época.
Domingo, no jogo com o FC Porto, mais uma vez houve o benefício à equipa mais forte.
A falta de Bednarek sobre Gabriel Silva, que se preparava para se isolar, era merecedora de cartão vermelho. Estava no enfiamento da jogada. Foi visível ter o defesa impedido a corrida do veloz avançado do Santa Clara com o braço na cara, que ficava em posição de clara oportunidade de golo. As fotos que surgem vê-se o jogador do guia do campeonato com o braço perto do pescoço, devido ao movimento descendente. Mas deu-lhe na cara. Situação semelhante levou à expulsão do defesa do Sporting CP, Gonçalo Inácio, na partida com o Gil Vicente.
Era impossível o árbitro Gustavo Correia tomar a decisão correcta. Estavam apenas decorridos 11 minutos e o FC Porto ficar com 10 jogadores? Não. Não poderia ser.
Antigos árbitros comentam os principais lances quando só actuam as equipas do costume. Fazem-no nos jornais desportivos, nas televisões. Como são portugueses, “padrinhos” de alguns juízes de campo e, naturalmente, com as suas cores clubistas assentes nos mesmos, apesar de inscreverem serem do Águias da Musgueira, do 1.º de Maio Sarilhense ou da Associação Desportiva de Aguiar da Beira. Por isso não confio nas apreciações que escrevem ou dizem.
O jornal Record, todas as terças feiras, publica a análise do antigo árbitro internacional espanhol Iturralde González, na coluna Tira Teimas. Sem pertencer ao trio de clubes, escreveu sobre o lance:
“Na minha opinião o árbitro comete um erro. Se a falta é marcada, Bednarek precisa de ser expulso numa clara oportunidade de golo. Vou repetir o que tenho dito: em claras oportunidades de golo, a perspectiva do árbitro é sempre muito pior do que a existência de uma câmara aérea permitindo ver melhor a distância entre os defesas. Para mim, se a falta é marcada, não há outra opção a não ser a expulsão de Bednarek. É uma jogada em que o VAR poderia ter ajudado”.
É uma visão independente de quem sabe. Mais uma ajuda para um dos três grandes, com os pequeninos a verem navios. Calados porque o cooperativismo está em marcha.

SANITÁRIOS DO ESTÁDIO DE CARA LAVADA foi como encontrei no passado domingo quando assisti ao jogo do Santa Clara com o FC Porto.
Foi a segunda vez que me desloquei ao estádio de São Miguel esta época. Na primeira utilizei os WC portáteis que estão próximo da tribuna (outros estão situados junto da bancada dos adeptos dos clubes forasteiros e junto da bancada nascente-Açores). Como neste espaço semanal dei conta, encontravam-se em mau estado antes do início do jogo. A urina e as fezes não tinham sido despejadas. Agora não. Estavam em condições.
Mais: Os sanitários subterrâneos, pelo menos os adjacentes aos balneários da bancada coberta, lado sul, estavam limpos e cuidados. Embora necessitando de remodelação, encontrei novas canalizações, sanitas com tampas novas, autoclismos a funcionarem, todas as torneiras jorrando água, papel para as mãos (esgotou ao intervalo) e saco para o lixo.
Para a boa conservação e manutenção de limpeza, os utilizadores contribuíram com o perfeito e correcto uso.
Soube que o WC destinado às senhoras, de construção mais recente, estava igualmente em perfeitas condições. Limpo e funcional.
Uma melhoria que não apaga a contínua falta de condições, pese a SAD do Santa Clara ter mandado executar obras necessárias e indispensáveis, recomendadas pela Liga Portugal, a fim de permitirem os jogos oficiais.

JÁ PASSOU UM ANO DO PRIMEIRO ANÚNCIO do concurso internacional para a concessão do estádio por 25 anos. Até agora nada. Tudo em banho maria.
Não sei se classifico esta postura do Governo Regional dos Açores, através da secretaria regional das Finanças e Planeamento, que tem a seu cargo o dossier, de desleixo, de quebra de interesse, de receio ou de incompetência.
Nunca foi dada uma explicação; um ponto de situação; se é para esquecer ou adiar tipo privatização da Azores Airlines. Se fosse um partido político a comentar ou a acusar uma treta qualquer, a reação era imediata. Como surge de um chato, o silêncio, propício a conjecturas, prevalece.
Se houvesse vergonha pelo que quinzenalmente mostramos a milhares de cidadãos que seguem, no país e no estrangeiro, os jogos no estádio de São Miguel, já havia solução. Esquecem-se que o estádio é um dos cartazes turísticos da ilha com maior visibilidade pela projecção, mormente quando os clubes de maior nomeada ali jogam.
Dentro de um mês teremos cá o SL Benfica. A tribuna vai encher. De certeza.

O RELVADO DO ESTÁDIO É UM DOS ESTIGMAS, MAS ALVO DE PERSEGUIÇÃO. Não é novidade a qualidade do relvado do estádio de São Miguel. Como os que em vez de areia estão assentes em terra (Alverca, Nacional, Estrela da Amadora, Aves) não têm a mesma qualidade, o micaelense nem sempre está nas melhores condições, apesar do intenso esforço do Parque Desportivo de São Miguel, com a forte ajuda da SAD do Santa Clara, principalmente em produtos.
A chuva antes do dia do jogo com o FC Porto incapacitou o estado da relva, tornando-a solta. Porém, naquele desafio, o relvado teve um comportamento superior à classificação de 5 estrelas atribuída pela “match center” da Liga, com a responsabilidade de classificá-los.
A primeira foto, já na parte final do jogo de domingo à noite, exibe um relvado muito razoável.
Com o historial, agravado com os comentários de pessoas que ao longe criticam sem fundamentos, o relvado do estádio é um alvo fácil para pontuações negativas ou suficientes.
Esta época, em três dos nove jogos do Santa Clara como visitado, foi atribuído 7,5 pontos no máximo de 10.
O que não se entende, é como no jogo de Novembro, da II Liga, opondo o FC Felgueiras ao Académico de Viseu, foi imputado 5,5 pontos ao relvado do estádio dr Machado de Matos, em Felgueiras. A foto é elucidativa do mau estado da relva. Mesmo assim teve uma classificação superior à de domingo do estádio de São Miguel em meio ponto. Quando a diferença é abissal.
É assim. Quando as espingardas apontam o mesmo alvo, há a tendência de os tiros serem sempre para o mesmo activo.

José Silva

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