Edit Template

Suspensão dos apoios a eventos de promoção turística põe em causa a economia local de muitas ilhas, afirma a socialista Marlene Damião

A deputada do PS/Açores Marlene Damião considera que a decisão do Governo Regional de suspender os apoios à promoção turística, consagrados no Decreto Legislativo Regional nº18/2005/A, constitui “um sinal político errado e profundamente penalizador para as coletividades, associações e pequenos promotores que ajudam a afirmar os Açores como destino turístico de qualidade”.
Para a parlamentar socialista, e segundo um nota enviada às redacções, esta opção “cria instabilidade, quebra a confiança dos agentes locais e coloca em causa iniciativas já planeadas para 2026”, sublinhando que muitas destas entidades dependem deste regime para garantir a viabilidade financeira de eventos culturais, desportivos e identitários que dinamizam as ilhas e reforçam a atractividade turística da Região.
Importa sublinhar que estes apoios não dizem respeito apenas à chamada “promoção externa” do destino, mas sustentam eventos que têm impacto económico direto nas ilhas, dinamizando restauração, alojamento, transportes, comércio local e serviços. Festivais, provas desportivas, ralis, torneios e inúmeros eventos culturais e associativos são motores de actividade económica fora da época alta e em ilhas com menor escala, pelo que a sua penalização é, na prática, uma penalização acrescida das economias locais e das comunidades que deles dependem.
“O Governo não pode pedir planeamento, profissionalismo e antecipação aos promotores e, ao mesmo tempo, retirar-lhes os instrumentos básicos de apoio, sem aviso prévio e sem apresentar alternativas”, alertou Marlene Damião, acrescentando que esta decisão “sacrifica iniciativas locais em nome de uma opção orçamental que não pode ser feita à custa da economia local e da coesão territorial”.
A deputada, na mesma nota, lembrou que o regime agora suspenso tem sido fundamental para a descentralização da oferta turística, permitindo que projetos fora dos grandes centros e dos grandes operadores tenham condições para existir e crescer, contribuindo para um turismo mais equilibrado, sustentável e distribuído por todas as ilhas.
Nesse sentido, o PS/Açores questionou o Governo Regional sobre a duração prevista da suspensão, o número de candidaturas afetadas por ilha, o montante que deixará de ser executado e os impactos económicos e sociais desta decisão, bem como sobre a existência de soluções transitórias que minimizem os prejuízos para os promotores e colectividades. “O que está em causa não é apenas um apoio financeiro, é a credibilidade das políticas públicas e o respeito por quem trabalha diariamente para valorizar os Açores”, concluiu Marlene Damião, citada no documento divulgado.

Edit Template
Notícias Recentes
Lusitânia em busca da terceira vitória consecutiva
Instituições do sector social da Maia apostam na qualificação dos seus quadros para melhor servirem
José Manuel Bolieiro destaca importância da transição digital e da inteligência artificial para a “eficiência e transparência”
Lagoa recebeu dirigentes associativos das comunidades portuguesas
Rússia ordena apreensão de activos russos de mais cinco empresas europeias
Notícia Anterior
Proxima Notícia

Copyright 2026 Correio dos Açores