As acções de manifesto dos sindicatos de agricultores prosseguiram em França na Segunda-feira.
De acordo com a “Euronews”, os portos do Havre, um dos principais centros logísticos do país, foram montados bloqueios de estrada à entrada do terminal de contentores. Cerca de uma centena de agricultores controlavam os camiões e as suas cargas para denunciar a eventual introdução de produtos considerados “não conformes” com as normas francesas e europeias.
A “Euronews” refere que o objectivo dos manifestantes é claro: impedir a chegada ou a circulação de produtos agrícolas importados que, segundo eles, põem em perigo as explorações francesas, já enfraquecidas por anos de dificuldades económicas e de concorrência internacional.
Um pouco mais a sul, na auto-estrada A1, que liga França aos grandes portos do Norte da Europa, várias dezenas de agricultores montaram um bloqueio perto de Fresnes-lès-Montauban. Também aqui, o objectivo não era apenas perturbar o trânsito, mas também controlar as mercadorias e reiterar a sua forte oposição ao acordo UE-Mercosul.
Tractores com luzes e cartazes alertando para os perigos de uma maior liberalização do comércio de vários produtos atrasaram o fluxo do tráfego, por vezes para incómodo dos automobilistas.
A “Euronews” relata que uma outra acção teve lugar perto de La Rochelle, no porto industrial de La Pallice. Um depósito de petróleo foi bloqueado pela Coordenação Rural Charente-Maritime.
De acordo com a “Euronews”, nos bastidores de Bruxelas, vários deputados europeus interrogam-se sobre o futuro do acordo com o Mercosul, tendo em conta a amplitude desta manifestação popular e as críticas que têm vindo a ser formuladas desde há várias semanas pela sociedade civil, pelas ONG ambientais e pelas organizações agrícolas.
Segundo a “Euronews”, uma coisa parece quase certa: a Comissão não vai recuar e marcou a assinatura do acordo de comércio livre com o Mercosul para Sábado, 17 de Janeiro.
