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Israel corta relações com três organizações mundiais após a retirada dos EUA

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel informou na Terça-feira que iria cortar laços com três organizações internacionais, incluindo duas agências da ONU, na sequência da retirada dos Estados Unidos de 66 organismos globais na semana passada.
Segundo a “Euronews”, o Ministério acrescentou que o ministro dos Negócios Estrangeiros Gideon Sa’ar também deu instruções para rever a cooperação contínua de Israel com um número não especificado de outras organizações.
“Sa’ar decidiu que Israel vai suspender imediatamente todos os contactos com as seguintes agências da ONU e organizações internacionais”, afirmou o ministro em comunicado.
A lista inclui a UN Energy, a Aliança das Civilizações da ONU e o Fórum Global sobre Migração e Desenvolvimento, que não faz parte do sistema das Nações Unidas.
De acordo a “Euronews”, no dia 8 de Janeiro, o presidente Donald Trump assinou um memorando que ordena a retirada dos Estados Unidos de 66 organizações internacionais, uma vez que estas “já não servem os interesses americanos”, segundo a Casa Branca.
A ordem envolveu 31 organizações das Nações Unidas e 35 outras entidades, incluindo os três organismos de que Israel se retirou na Terça-feira.
A “Euronews” relata que a extensão da relação de Israel com os três organismos antes do anúncio não era clara. O Ministério dos Negócios Estrangeiros acusou a Aliança das Civilizações da ONU de não ter convidado Israel a participar, afirmando que “durante anos foi utilizada como plataforma para ataques contra Israel”.
Também chamou “desperdício” à Energia da ONU e disse que o Fórum Global sobre Migração e Desenvolvimento “corrói a capacidade das nações soberanas de fazer cumprir as suas próprias leis de imigração”.
O ministério enumerou quatro outros organismos da ONU dos quais os EUA se retiraram na semana passada, sublinhando que Israel já tinha cortado relações com eles há anos.
Israel está há muito tempo em desacordo com a ONU, acusando suas agências de preconceito contra ele, especialmente após o ataque liderado pelo Hamas em 7 de Outubro de 2023 que desencadeou a guerra em Gaza.
A “Euronews” refere que Israel tem acusado repetidamente a UNRWA, a agência da ONU para os refugiados palestinianos, de dar cobertura aos militantes do Hamas, alegando que alguns dos seus funcionários participaram nesse ataque.

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