A mandatária nos Açores da candidatura de Luís Marques Mendes para a Presidência da República, Judith Teodoro, afirma que a fiabilidade das sondagens destas eleições tem sido posta em causa.
“Um dos factores que influencia a credibilidade das sondagens é a ficha técnica utilizada por cada empresa, que decide autonomamente os algoritmos que considera mais adequados para compor a amostra. Esta diversidade metodológica acaba por criar divergências significativas nos resultados apresentados ao público, aumentando o cepticismo dos eleitores”.
Caso Marques Mendes seja eleito, a advogada sublinha que, enquanto Presidente da República, desempenhará um papel fundamental como chefe de Estado, representando Portugal interna e externamente. De acordo com Judith Teodoro, uma das suas funções mais relevantes será a magistratura de influência, através da qual exerce uma acção moderadora e garante o regular funcionamento das instituições democráticas, podendo intervir publicamente para orientar ou alertar a sociedade e os poderes políticos. Por isso, Judith considera que a sua experiência política permitirá um excelente desempenho no exercício do cargo.
Teodoro salienta que Luís Marques Mendes sempre se revelou amigo dos Açores, sendo “um acérrimo defensor do reforço da descentralização sendo muito critico do centralismo, pois “não se pode tratar o diferente de forma igual”, mas sim “tratar o diferente de forma diferente”: “O Dr. Luis Marques Mendes conhece profundamente a nossa realidade; a discriminação que a Universidade dos Acores sofre, por não poder candidatar-se a fundos nacionais e europeus, devido à sua localização geográfica; a injustiça cometida pelo Estado relativamente às IPSS sitas nos Acores e a capitação do IVA. Compreende profundamente a Autonomia, pois reconhece a necessidade do aumento do valor de transferências de recursos financeiros do Estado para a Região nas áreas da saúde e educação””.
Relativamente à importância da Base das Lajes no actual momento histórico e ao papel do Presidente da República nesta matéria, a mandatária afirma que a Base das Lajes é “reconhecida como um activo estratégico não só para Portugal, mas também para a defesa colectiva da NATO e para a projecção de forças aliadas para o resto do mundo” e que o seu papel tem sido continuamente valorizado através de planos de reforço, parcerias internacionais e integração em estruturas de segurança global, assegurando que Portugal permanece na linha da frente dos esforços de paz, segurança e cooperação internacional.
Segundo a mesma, o papel do Presidente da República enquanto Comandante Supremo das Forças Armadas permanece inalterado: “Independentemente de eventuais mudanças políticas, cabe a este órgão garantir a soberania do país e proteger os interesses estratégicos de Portugal. A Base das Lajes exemplifica esta continuidade e é um símbolo da responsabilidade do Estado português na promoção da paz, segurança e cooperação internacional”.
Por fim, a advogada realça que, na vertente internacional, Marques Mendes assume também “compromisso com a nossa diáspora com a previsão de presidência aberta junto das nossas comunidades, fazendo-se acompanhar por Ministros e altos funcionários da administração pública”.
“Entre portas pretende a realização de reuniões trimestrais com os presidentes dos governos regionais dos Açores com o objetivo de acompanhar de uma forma mais próxima a actividade governativa. Por todas estas razoes aceitei o desafio de ser a mandatária da candidatura”, conclui.
