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Dia dos Pobres – Mensagem Central do Papa Francisco

Novembro – dia 16, comemoração do Dia Mundial dos Pobres, instituido pelo Papa Francisco . Seu sucessor Leão XIV de forma eloquente e humillde deixou a seguinte mensagem: “O pobre pode tornar-se testemunha de uma esperança forte e confiável, precisamente porque professada numa condição de vida precária, feita de privações, fragilidade e marginalização”.
Em Portugal existem 2,4 milhões de pobres, dos quais 1,1 milhões trabalham, mas são pobres.
O Alto Magistrado da Nação Portuguesa sente vergonha.
Nos Açores, pese todos os progressos, até parece que os pobres “nascem debaixo das pedras”.
Nos Açores os pobres são cerca de 28% da população.
Setenta mil cidadãos num universo de 240.000 almas.
São números oficiais e muito preocupantes e que deviam envergonhar a todos.
Não fora as transferências sociais e a situação ainda seria pior.
Muitos trabalham e continuam pobres. Não são todos “malandros”.
Como propalam sem pudor e duma forma boçal, os populistas instilando o ódio sobre os mais vulneráveis.
O governo dos Açores constituiu uma comissão para estudar e propor soluções, com um horizonte de 10 anos.
Com algumas oscilações, os números têm–se mantido, desconhecendo-se os resultados obtidos e que medidas foram entretanto tomadas, pese o actual governo ter assumido como prioritário o combate ao enorme flagelo, inscrevendo no orçamento para 2026 verbas para o mitigar.
Existem só em S. Miguel para mais de dez organizações, que generosamente se dedicam a esta “causa dos pobres”.
Porque não concertam posições? Se o objectivo é o mesmo.
São mais os pobres nos Açores do que em Portugal?
Não pode ser. Algo não bate certo. Até se têm aumentado as prestações sociais, dizem uns tantos. As “pessoas estão primeiro”, afirmam-se.
Comissões. Estudos. Sociólogos põem-se a “caminho”. Alguns saem dos gabinetes. Que a hora é de acção. Têm dez anos. Entenderam, dez. Vejam lá, educação primeiro. A raiz do problema está na falta de educação.
São as elites açoreanas, inquietadas, que tal ordenam. É que para além duma questão de ética e moral, trata-se dum assunto de política económica. Entretanto, entre outros, eis alguns desabafos que por aí se vão ouvindo.
São pobres porque não querem trabalhar.
Contactados com ofertas de emprego, preferem continuar a receber o subsídio de desemprego ou o rendimento mínimo.
E andamos nós a trabalhar e pagar os nossos impostos para alimentar esses malandros.
Em vez de lhes darem o peixe, como alguns ingénuos o fazem, é dar-lhes a cana e vão pescar.
Pois, porque pobres sempre os haverá.
Por isso é que o país está como está. Não monitorizam, não fiscalizam.
Enquanto estes “estados de alma” se revelam, alguém, embora timidamente, lá vai dizendo, e a corrupção?
E acrescenta, vocês sabiam que na União Europeia, Portugal ocupa a 4.ª posição, a seguir à Roménia, Bulgária e Grécia, onde existem os maiores índices de pobreza. Coincidência, ou talvez não, são também os países onde se verificam os maiores casos de corrupção.
E alguém recorda, que em Portugal, ocorreram por estes dias, sentenças de prisão, ao fim de dez anos de recursos jurídicos, de altas figuras, antes tinham sido políticos, depois banqueiros, empresários, enfim empreendedores, acusados de meterem “a mão no bolso” dos contribuintes. Será que Portugal “está doente”? Será que esse “vírus” da corrupção chegou aos nossos Açores?
À cautela, o Presidente dos Açores sempre vá apelando à cidadania do povo. Mais vale prevenir que remediar. Estejam atentos. Denunciem casos de corrupção e criminalidade económica.
Estamos na era do digital e da robótica. Existem muitas tarefas que já hoje estão a ser executadas por robots, pelo que se sugere que as entidades patronais respectivas, comecem a descontar para a segurança social.
Não se queira aumentar o número de desempregados e reformados pobres.
Em desespero de causa, são cidadãos disponíveis para seguirem qualquer radical ou populista.
Olhem que os lobos espreitam! Vêm com “pés de veludo”. Que se acautelem os cordeiros.
Existem sinais de preocupação com a temática de “Os Pobres”. Senão veja-se:
– Pobreza e insucesso escolar preocupam Conselho de Ilha de S. Miguel… pessoas gritam por soluções…
– Ouvidoria de Ponta Delgada promove acção de formação sobre a pobreza nas paróquias, destinada a todos os seus onze agentes da pastoral social.
Sobre o tema “ Os Pobres”, finaliza-se, citando o lamento do Papa Francisco, que sublinhava:
-… as consequências sociais dramáticas da pobreza, condenando o que qualifica como “aversão aos pobres” que hoje marca vários sectores da sociedade e exorta a um “sério exame de consciência”.
Que nos Açores se saiba estar à altura do apelo dramático que Sua Santidade o Papa Francisco fazia, assim como os apelos do seu sucessor Leão XIV.
Por: António Benjamim

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