O Grupo Parlamentar do PS/Açores questionou o Governo Regional sobre o plano de actividades e o financiamento público atribuído à Visit Azores – Associação de Turismo dos Açores, entidade responsável pela promoção externa do destino turístico da Região.
A deputada Marlene Damião sublinha que “o turismo é um pilar essencial da economia açoriana e, por isso, os recursos públicos investidos na sua promoção têm de ser usados com rigor, estratégia e total transparência”.
De acordo com a socialista, o requerimento surge na sequência das preocupações recentemente manifestadas pela Câmara do Comércio e Indústria dos Açores quanto à evolução do sector, nomeadamente à quebra no número de hóspedes e de dormidas, o que levanta dúvidas sobre a eficácia das opções tomadas na promoção turística da Região.
“A saída total da Ryanair no final de março representa também mais um duro golpe para a economia regional e expõe as fragilidades da estratégia do Governo na captação e manutenção de ligações aéreas, sendo essencial saber que esforços foram feitos para assegurar esta operação e que medidas estão a ser tomadas para atrair companhias que operem durante todo o ano”, acrescentou.
Para o PS/Açores, é fundamental conhecer as deliberações tomadas em sede de Assembleia Geral da Visit Azores, os planos de actividades para 2025 e 2026, bem como o grau de execução física e financeira das acções previstas.
“O que está em causa é garantir que o dinheiro público investido na Visit Azores está alinhado com os interesses da Região, com as necessidades do sector e com uma estratégia clara para atrair mais visitantes e reforçar a sustentabilidade do turismo”, afirmou Marlene Damião, conforme referido na nota do partido enviada às redacções.
Os socialistas querem ainda esclarecimentos sobre os contratos-programa celebrados entre o Governo Regional e a Visit Azores, bem como sobre contratos financiados por verbas públicas regionais, defendendo que só com informação completa é possível assegurar um escrutínio sério e responsável.
“O PS/Açores continua a exercer o seu papel de fiscalização para proteger a economia regional, os postos de trabalho ligados ao turismo e a boa gestão dos recursos públicos”, concluiu Marlene Damião, citada na mesma nota.
