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Doentes de hemodiálise esperam que compromisso do Governo se traduza em melhores cuidados e mais dignidade para todos

A Direcção da Delegação dos Açores da APIR manifestou a sua satisfação pelo anúncio feito segunda-feira pelo Presidente do Governo Regional dos Açores, que garante a manutenção do Serviço de Hemodiálise no novo hospital, preservando, assim, a natureza pública deste serviço, o que “representa, sem dúvida, uma importante conquista para os insuficientes renais crónicos da ilha de São Miguel”.
Em nota enviada à redacção, recorda que “ao longo dos últimos anos, temos vindo a alertar para a necessidade urgente de obras de remodelação, bem como para a criação de uma sala de hemodiálise com mais e melhores condições para doentes e profissionais de saúde. Infelizmente, esta decisão definitiva demorou mais do que seria desejável”.
Referido é também que “após o incêndio e durante a discussão dos planos funcionais, chegou mesmo a ser equacionada a privatização deste serviço — uma opção que sempre defendemos não ser a melhor solução, nem para os utentes nem para o próprio sistema. Tal posição fundamenta-se, desde logo, na garantia de cuidados médicos de qualidade e, também, na vertente financeira, considerando que os Açores dispõem actualmente de uma das diálises mais económicas da Europa. Acreditamos que o acesso a cuidados de saúde de qualidade deve permanecer público, integrado numa unidade hospitalar, seguro e centrado nas necessidades dos doentes”.
A direcção açoriana regista que vai continuar atenta, participativa e empenhada “para garantir que este compromisso se traduza em melhores cuidados e mais dignidade para todos os que dependem deste serviço”.
No entanto, apesar das boas noticias, garantem os responsáveis que “persistem, contudo, diversas questões por esclarecer. Desde logo, importa saber se as actuais instalações serão alvo de remodelação ou se será construída uma nova sala de diálise, dotada de sanitários e vestiários adequados às necessidades actuais, bem como da instalação de uma nova estação de tratamento de água que permita aplicar a técnica de alto fluxo, além dos diversos gabinetes de apoio indispensáveis a um serviço desta natureza. Acresce ainda a necessidade de clarificar o que significa, na prática, a indicação de que todos os serviços ficarão instalados no perímetro do hospital — nomeadamente, se existirão unidades com edifício próprio e sem ligação interna à estrutura principal e, em caso afirmativo, se a hemodiálise será uma dessas situações”.
Na nota disponibilizada é reiterada por parte da Direcção da Delegação dos Açores da APIR “a total disponibilidade para colaborar de forma construtiva neste processo, sempre com o objectivo de defender os interesses e o bem-estar dos doentes renais crónicos”, bem como “garantindo que lhes sejam proporcionadas condições de tratamento seguras, dignas e de elevada qualidade”.
NC

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