Chegamos ao mês de Fevereiro e, desta vez, vamos refletir sobre uma pergunta que se calhar já nos perguntaram ao longo da vida, mas que nunca pensamos profundamente nela nem chegamos a nenhuma conclusão concreta: O que é o amor?
Se perguntar a todas as pessoas que me acompanham aqui o que significa o amor, acredito que todos nós temos uma resposta diferente para dar e que a mesma também se modificou com o tempo. Construímos o nosso conceito de amor através das nossas experiências anteriores, mas também através daquilo que observamos de outras relações, seja pessoalmente ou através das redes sociais.
À nossa volta, temos várias representações de amor, seja através de filmes, músicas ou nas redes sociais. Estas representações exibem uma visão que romantiza a intensidade emocional e transmitem uma narrativa de amor incondicional, intenso e urgente. Partilham-se declarações públicas, gestos grandiosos e focam-se, maioritariamente, no lado positivo das relações. E o outro lado das relações? Pouco se fala e partilha sobre as frustrações, desafios e os impasses na comunicação.
Todo este conjunto de informações que vamos interiorizando constroem, muitas vezes, uma visão distorcida do que realmente é e deve ser o amor. Pensamos que o seu verdadeiro significado significa pressão, perfeição, intensidade, conversas acesas, ansiedade, montanhas-russas e constantes provas de amor. Nem tudo o que acelera o coração e deixa-nos em vigilância significa amor.
Tendo estas representações que associam o amor a algo intenso e que tem de estar sempre em atividade máxima, acabamos a sentir confusão em identificar e confirmar a veracidade do seu real significado, não permitindo, muitas vezes, entrar e sentir um amor que possa ser saudável e diferente do que estamos habituados.
Mas então, como saber qual é a melhor definição de amor?
O amor pode ser um conceito subjetivo, varia de pessoas para pessoa e da fase da vida em que nos encontramos, mas no seu significado não devem faltar algumas palavras: calmo, leve e natural.
Amar não é a ausência de conflito nem sentir tudo no máximo, mas sim comunicar, foco na resolução de problemas, respeito e sentir com calma, espaço. Espaço para confiar, sentir segurança e desfrutarmos da relação.
Para vivermos um amor saudável, não podemos esquecer que amor não é fusão, como se tivéssemos de desaparecer dentro do outro e só conta o casal. Amor saudável é aquele onde há um lugar seguro para existir o casal, mas também para cada um continuar a ser quem é, a respeitar a sua individualidade sem se anular.
É este amor que devemos sentir, o amor saudável, que nos motiva a ser a nossa melhor versão, sem comparações, pressas e intensidades excessivas. Porque cada experiência é única e não deve comprometer o que pensamos e sentimos sobre o amor, bem como as representações que vemos nas redes sociais não são mais válidas porque são partilhadas na internet.
O amor pode fazer bem. Permita-se construir a sua própria definição de amor e senti-lo de maneira leve, livre e saudável.
Para si, o que é o amor? Que tipo de amor aprendeu a viver?
Por: Maria Pereira