A possibilidade de o Santa Clara ganhar ao SL Benfica em São Miguel era mínima, elevando a percentagem um pouco para a divisão de pontos. Acabou por cumprir-se a tradição com a oitava vitória benfiquista em 10 jogos. Empatou por duas vezes: uma a zero (2002/03) e a outra a 1 golo (2020/21).
Perante um adversário com jogadores de primeira linha, esperava-se uma equipa do Benfica intensa no ataque desde o primeiro minuto. Não foi o que se assistiu. Sem ainda ter justificado o golo, surgiu, aos 16 minutos, por Pavlidis, após centro, sem oposição, de Tomás Araújo.
A equipa do Benfica defendendo perto da área do Santa Clara, obrigou que o conjunto de Ponta Delgada jogasse comprido, perdendo muitas jogadas ofensivas.
O Benfica subiu de rendimento após o golo e até ao final da primeira parte esteve mais perto do 2-0. Que apareceu aos 38 minutos. Pedro Ferreira não conseguiu deter Pavlidis que cruzou para o centro da área. Prestiani estava lá com Paulo Victor ao lado, sendo o lateral do Santa Clara, num toque na bola inadvertido, a marcar na própria baliza.
Ao Santa Clara pouco tem corrido bem neste campeonato. E sem a equipa jogar mal. O que é ainda mais inglório.
Fernando estreou-se
A entrada na segunda parte do lateral recém chegado Guilherme Romão, tal como acontecera na Amadora, transmitiu outra vivacidade à equipa. Marcou, aos 47m, por Gonçalo Paciência, depois de um canto e com a colaboração do guarda redes Turbin.
O SL Benfica resguardou-se no seu meio campo, mais perto da área, não consentido quaisquer veleidades ao domínio do Santa Clara. Nenhuma equipa teve grandes oportunidades para marcar, apesar da insistência do Santa Clara, cujo rendimento subiu com as entradas de José Tavares e de William Torrão.
Luís Fernando estreou-se. Rendeu Gonçalo Paciência ainda sem ritmo para 90 minutos. O jovem de 20 anos vindo em Janeiro do Cruzeiro é irreverente, com mobilidade e com bons recursos no drible. No primeiro lance asneirou. Apanhou a bola à saída do meio campo do Benfica, resolvendo atirar à baliza de tão longe quando tinha Gabriel Silva em óptima posição. De resto, excepção para uns dribles na área, resolvidos pelos defesas, não teve ensejo de mostrar o que realmente vale.
O Santa Clara e o SL Benfica efectuaram 9 remates cada. A diferença é que foram dois para os locais e três para os de Lisboa directos à baliza. O Santa Clara superiorizou-se com sete de fora da área contra três, mas, no interior da área, o Benfica rematou por oito vezes e o opositor dois. Grandes oportunidades de golo foram só para o Benfica em três lances. A equipa usufruiu de sete cantos contra um do Santa Clara.
A grupos que Petit treina há dois jogos prossegue sem vencer. O estado emocional e psíquico vai minguando. Só que as exibições e a qualidade do grupo e do colectivo dão ânimo e esperança. O empate (1-1) no Tondela-Alverca mantém o Santa Clara fora da descida directa, agora com mais dois pontos.
Wendell e João Costa
Os três avançados que o Santa Clara contava para esta época já não estão no plantel. O primeiro a partir foi o australiano Tony Carter, melhor marcador da II Liga, em conjunto com o espanhol leiriense Juan Munoz, com 15 golos. O baixo rendimento encaminhou-o para o Sporting Farense, da II Liga.
O segundo foi João Costa. Era para ser emprestado a um clube do Uzbequistão, mas ao contrair uma lesão ligamentar num joelho impediu a mudança. Não poderá dar o contributo à equipa. Esta época resume-se a 14 jogos, mas apenas em quatro alinhou de início. Foi operado quinta feira no hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa.
Terceiro, de certa forma inesperada, foi Wendel Silva. Está emprestado ao Ceará Sporting Clube, da série 2 do Brasil, até Dezembro deste ano. O antigo jogador do FC Porto B chegou em Janeiro de 2025. Uma lesão contraída num dos últimos treinos do anterior clube, o Santos FC, só permitiu que jogasse seis jogos (2 golos) na época passada. Esta temporada alinhou em 21, sendo titular em 16. Apontou e três golos divididos pela I Liga, Liga Conferência e Taça de Portugal.
